O instituto Datafolha divulgou nesta quinta‑feira, 8 de outubro de 2026, os resultados da primeira pesquisa realizada para o segundo turno da disputa presidencial, apontando um empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A sondagem foi feita entre os dias 6 e 8 de outubro, com 2.520 eleitores entrevistados em todo o país.
Metodologia e margem de erro
A amostra foi composta por eleitores de diferentes regiões, faixas etárias e níveis de escolaridade, garantindo representatividade nacional. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, e a margem de erro foi fixada em dois pontos percentuais, tanto para mais quanto para menos. Esses parâmetros são padrão para pesquisas eleitorais de grande porte no Brasil.
O levantamento foi registrado sob o código BR‑02949/2026 no Tribunal Superior Eleitoral, o que assegura transparência e rastreabilidade dos dados. O Datafolha utilizou entrevistas presenciais e por telefone, seguindo protocolos de qualidade para reduzir vieses.
Resultados por categoria de voto
Quando analisados apenas os votos válidos, Flávio Bolsonaro alcançou 52% das intenções, enquanto Lula ficou com 48%. Essa diferença está exatamente no limite da margem de erro, caracterizando um empate técnico.
Em termos de votos totais, que incluem brancos, nulos e abstenções, Flávio registrou 49% e Lula 45%, também dentro do intervalo de erro estabelecido. O restante dos entrevistados foi distribuído da seguinte forma:
- 5% declararam intenção de voto em branco, nulo ou não votar;
- 1% se consideram indecisos.
Esses números revelam que, embora a disputa esteja equilibrada, ainda há um contingente de eleitores que pode mudar de opinião até o dia da votação.
Comparação com a primeira rodada
No primeiro turno, Flávio Bolsonaro venceu com 47,03% dos votos válidos, superando Lula, que obteve 45,16%. Na ocasião, a diferença foi de cerca de dois pontos percentuais, ainda dentro da margem de erro, mas suficiente para definir o candidato que avançaria.
A pesquisa anterior, divulgada em 3 de outubro, mostrava Lula à frente com 45% contra 42% de Flávio nos votos válidos. Naquele momento, 13% dos entrevistados ainda se declaravam indecisos, indicando que a campanha do primeiro turno ainda poderia influenciar o resultado final.
Comparando os dois momentos, percebe‑se que Flávio ganhou terreno nos últimos dias, enquanto Lula perdeu parte de seu apoio inicial. Essa inversão pode estar ligada a debates recentes, a estratégias de mobilização e ao desempenho das redes sociais.
Análises e projeções
Especialistas apontam que o empate técnico torna a corrida extremamente volátil. Pequenas variações nas últimas semanas podem ser decisivas, sobretudo em estados com eleitorado tradicionalmente swing, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul.
Além disso, o comportamento dos eleitores indecisos e daqueles que pretendem votar em branco pode ser determinante. Se a maioria dos indecisos se inclinar para um dos candidatos, a margem de erro deixará de ser um fator estabilizador.
Os analistas também destacam o impacto das políticas econômicas e das propostas de segurança pública, temas que têm sido centrais nas campanhas de ambos os candidatos. Flávio tem enfatizado a continuidade das reformas liberais, enquanto Lula tem reforçado seu discurso de justiça social e proteção dos direitos trabalhistas.
Em termos de estratégia, a campanha de Flávio tem intensificado visitas a regiões rurais e a alianças com lideranças locais, buscando consolidar a base que o levou ao primeiro turno. Por outro lado, o movimento de Lula tem investido em mobilizações urbanas e em alianças com partidos de esquerda para ampliar sua coalizão.
Para os observadores internacionais, o resultado do segundo turno será crucial para definir a orientação política do Brasil nos próximos quatro anos, especialmente no contexto de relações comerciais e de segurança regional.
Nos próximos dias, o Datafolha planeja divulgar novas sondagens que deverão captar possíveis variações de intenção de voto. Essas atualizações serão fundamentais para acompanhar a evolução da corrida e para que partidos e candidatos ajustem suas estratégias.
Em síntese, a pesquisa indica que a disputa está extremamente equilibrada, com ambos os candidatos apresentando forças e vulnerabilidades que podem ser exploradas nas últimas semanas de campanha. O eleitorado brasileiro parece dividido, e o resultado final dependerá da capacidade de cada campanha mobilizar seus eleitores e convencer os indecisos.








