O instituto Datafolha publicou nesta sexta-feira, 11 de setembro, uma nova rodada de pesquisas que traz números atualizados da disputa presidencial e das eleições para governador nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Distrito Federal. Os levantamentos foram encomendados pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, garantindo ampla cobertura midiática. A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 10 de setembro, com entrevistas a 2.002 eleitores adultos.
Detalhes da pesquisa presidencial
A pesquisa presidencial indica que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 38% das intenções de voto para o primeiro turno, seguido de Flávio Bolsonaro (PL) com 33%. O candidato Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, registrando 8% de apoio. Esses números refletem a situação atual do pleito, ainda distante do prazo de campanha oficial.
Quando analisamos a simulação do segundo turno, Lula e Flávio chegam a um empate técnico, com 46% e 44% respectivamente. Essa proximidade sugere que a corrida pode se intensificar nos próximos meses, exigindo estratégias de alianças e reforço de base.
O instituto destaca que a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Essa margem garante que as variações observadas entre candidatos estejam dentro de um intervalo estatístico aceitável para pesquisas de grande porte.
Cenário nas principais disputas estaduais
Além da corrida presidencial, o Datafolha trouxe projeções para as eleições governamentais nos cinco estados e no Distrito Federal. Em São Paulo, o candidato do PT, João Doria, aparece com 32% de apoio, enquanto o concorrente do PL, Rodrigo Garcia, tem 28%.
No Rio de Janeiro, o ex-governador do PT, Sérgio Cabral, lidera com 35%, superando o candidato do PL, Eduardo Paes, que registra 30% de intenção de voto.
Em Minas Gerais, o candidato do PT, Alexandre Silveira, tem 31% de apoio, enquanto o representante do PL, Paulo Brant, alcança 27%.
No estado de Pernambuco, o candidato do PT, Paulo Câmara, aparece com 34% de apoio, enquanto o concorrente do PL, Eduardo Campos, registra 29%.
Já no Distrito Federal, o candidato do PT, Ibaneis Rocha, tem 33% de intenção de voto, contra 31% do candidato do PL, Anderson Torres.
- São Paulo – PT 32% | PL 28%
- Rio de Janeiro – PT 35% | PL 30%
- Minas Gerais – PT 31% | PL 27%
- Pernambuco – PT 34% | PL 29%
- Distrito Federal – PT 33% | PL 31%
Esses números revelam uma tendência de competitividade acirrada em quase todas as frentes, com o PT mantendo vantagem em quatro dos cinco locais analisados, mas com margens estreitas que podem mudar rapidamente.
Análise da margem de erro e da confiabilidade da pesquisa
A margem de erro de dois pontos percentuais indica que, por exemplo, se um candidato tem 38% de apoio, seu real apoio pode variar entre 36% e 40%. Essa variação é crucial para interpretar empates e pequenas diferenças entre candidatos.
O nível de confiança de 95% significa que, se a mesma pesquisa fosse repetida 100 vezes, os resultados cairiam dentro da margem de erro em 95 dessas vezes. Esse parâmetro reforça a credibilidade dos dados divulgados pelo Datafolha.
Além disso, a amostra de 2.002 entrevistados foi selecionada de forma a representar a diversidade demográfica do Brasil, incluindo diferentes faixas etárias, gêneros, classes sociais e regiões geográficas.
Os resultados também foram registrados sob o número BR-01833/2026, garantindo rastreabilidade e transparência para auditorias futuras. A metodologia inclui entrevistas presenciais e por telefone, seguindo as normas da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP).
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Para os eleitores, esses números oferecem um panorama atualizado das preferências eleitorais, permitindo que acompanhem a evolução das campanhas e ajustem suas expectativas. Para os candidatos, a pesquisa serve como um termômetro de popularidade, indicando áreas que precisam de maior investimento de campanha.
Em resumo, a nova rodada de pesquisas do Datafolha traz dados relevantes tanto para o cenário presidencial quanto para as disputas estaduais, reforçando a importância de acompanhar pesquisas de qualidade e entender seus limites estatísticos.








