O instituto Datafolha divulgou, nesta quinta‑feira, 17 de setembro, os resultados da mais recente pesquisa eleitoral que avalia a corrida presidencial no Brasil. O estudo foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de São Paulo e traz números que podem mudar o cenário da disputa. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 17 de setembro, com 2.002 entrevistados em todo o país.
Contexto da pesquisa
Esta é a primeira pesquisa presidencial do Datafolha realizada após a sessão histórica do Supremo Tribunal Federal que analisou o caso Master e o papel do ministro Alexandre de Moraes. O julgamento trouxe grande repercussão e gerou um clima de incerteza nas urnas, o que motivou a imprensa a buscar indicadores mais recentes sobre a intenção de voto dos eleitores.
O levantamento anterior, divulgado em 11 de setembro, mostrava Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 39% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 35%. Augusto Cury (Avante) ocupava a terceira posição, com 6%.
Com a nova rodada de entrevistas, o Datafolha pretende oferecer um panorama atualizado, levando em conta possíveis mudanças de opinião provocadas pelos últimos acontecimentos políticos e judiciais.
Detalhes metodológicos e resultados
A pesquisa presidencial entrevistou 2.002 pessoas com idade igual ou superior a 16 anos, distribuídas proporcionalmente entre as regiões do país. O campo de coleta abrangeu capitais, interior e áreas rurais, garantindo representatividade demográfica e socioeconômica.
A margem de erro declarada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Esses parâmetros estatísticos conferem credibilidade ao levantamento e permitem comparações consistentes com pesquisas anteriores.
Os principais números divulgados são:
- Lula (PT): 38% de intenção de voto no primeiro turno.
- Flávio Bolsonaro (PL): 34% de intenção de voto no primeiro turno.
- Augusto Cury (Avante): 6% de intenção de voto no primeiro turno.
- Outros candidatos: 22% distribuídos entre demais concorrentes.
Na simulação do segundo turno, os resultados apontam para um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, com 46% e 44% respectivamente, e a diferença dentro da margem de erro. Esse cenário sugere que a disputa pode se estender até o último momento, com grande mobilização dos eleitores.
Além das porcentagens, a pesquisa traz informações sobre a percepção dos eleitores quanto à credibilidade dos candidatos, a importância de temas como economia, saúde e segurança, e a disposição para mudar de voto caso novas informações surjam.
Implicações políticas e próximos passos
O empate técnico no segundo turno sinaliza que a campanha de ambos os candidatos precisará intensificar estratégias de comunicação, alianças regionais e propostas de governo. Analistas apontam que a proximidade dos números pode favorecer debates mais acirrados e a busca por apoio de partidos menores.
Para o Partido dos Trabalhadores, o desafio será ampliar a base de apoio em estados onde a margem foi estreita, enquanto o PL buscará consolidar a imagem de renovação e segurança, especialmente entre eleitores mais conservadores.
Especialistas em ciência política ressaltam que a margem de erro de dois pontos pode ser decisiva. Uma variação mínima nas respostas pode inverter o placar, tornando cada campanha ainda mais dependente de mobilização de base e presença nas redes sociais.
O Datafolha registrou a pesquisa sob o número BR-04029/2026, permitindo que outras instituições verifiquem a metodologia e reproduzam os resultados em análises comparativas.
Nos próximos dias, espera‑se que outros institutos de pesquisa publiquem suas próprias rodadas, o que possibilitará a construção de um panorama mais completo e a identificação de tendências consistentes ou divergentes.
Enquanto isso, a população tem à disposição a assinatura gratuita de newsletters da Globo e da Folha de São Paulo, que enviam diariamente as principais notícias e análises sobre a corrida presidencial, permitindo que os eleitores se mantenham informados e participem ativamente do debate democrático.
Em síntese, a nova pesquisa do Datafolha reforça a competitividade da disputa presidencial e indica que o resultado final ainda está longe de ser definido, mantendo o clima de incerteza e expectativa até o dia da votação.








