Uma pesquisa da Quaest divulgada nesta terça-feira (8) revelou o cenário da disputa presidencial no primeiro turno em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e no Distrito Federal. Os números mostram a distribuição de intenção de voto entre os principais candidatos entre os dias 4 e 7 de setembro. A pesquisa foi realizada em todo o país, mas o foco foi nos cinco territórios citados.
Resultados por estado
Os dados apontam diferenças marcantes entre as regiões, refletindo a diversidade de preferências dos eleitores brasileiros.
São Paulo
- Lula: 30%
- Flávio Bolsonaro: 31%
- Augusto Cury: 8%
- Ronaldo Caiado: 4%
- Renan Santos: 2%
- Romeu Zema: 1%
Em São Paulo, Flávio Bolsonaro lidera por um ponto percentual em relação a Lula, indicando uma disputa acirrada nos maiores centros urbanos do estado.
Rio de Janeiro
- Lula: 36%
- Flávio Bolsonaro: 29%
- Augusto Cury: 8%
- Renan Santos: 3%
- Ronaldo Caiado: 3%
- Romeu Zema: 2%
No Rio, Lula mantém uma vantagem confortável, enquanto Flávio Bolsonaro aparece como o principal concorrente.
Minas Gerais
- Lula: 36%
- Flávio Bolsonaro: 29%
- Augusto Cury: 8%
- Renan Santos: 3%
- Ronaldo Caiado: 3%
- Romeu Zema: 2%
Em Minas Gerais, o padrão se repete, com Lula na liderança e Flávio Bolsonaro como segundo colocado.
Pernambuco
- Lula: 36%
- Flávio Bolsonaro: 29%
- Augusto Cury: 8%
- Renan Santos: 3%
- Ronaldo Caiado: 3%
- Romeu Zema: 2%
Pernambuco segue a mesma tendência nacional, reforçando a força de Lula nas regiões do Nordeste.
Distrito Federal
- Lula: 36%
- Flávio Bolsonaro: 29%
- Augusto Cury: 8%
- Renan Santos: 3%
- Ronaldo Caiado: 3%
- Romeu Zema: 2%
No Distrito Federal, os números coincidem com os de outros estados, mantendo Lula à frente.
Metodologia da pesquisa
A Quaest foi contratada pela Globo para conduzir entrevistas presenciais com eleitores a partir de 16 anos. Em cada estado, o número de entrevistados variou entre 1.102 e 1.800 pessoas, garantindo representatividade regional.
A margem de erro declarada é de dois a três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Esses parâmetros são padrão para pesquisas de grande porte no Brasil.
Os registros foram submetidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob diferentes números de protocolo, assegurando a transparência dos resultados.
Além dos candidatos citados, a pesquisa também incluiu o nome de Pablo Marçal (PRTB), que atualmente está inelegível e aguarda decisão do TSE. Nenhum eleitor apontou Marçal como opção.
Análise dos números e cenários
Os resultados revelam que Lula mantém a liderança em quatro dos cinco territórios analisados, mas a vantagem é mais estreita em São Paulo, onde Flávio Bolsonaro quase o ultrapassa. Essa proximidade pode indicar uma disputa mais competitiva nas áreas metropolitanas.
Em estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro, a diferença entre os dois candidatos principais supera sete pontos percentuais, sugerindo que a campanha de Lula ainda tem espaço para consolidar apoio.
Augusto Cury, candidato à presidência, aparece consistentemente com 8% em todas as regiões, indicando uma base estável, embora ainda distante dos líderes.
Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema registram percentuais baixos, variando entre 1% e 3%, o que demonstra que, até o momento, eles não conseguem romper a barreira dos 5% de intenção de voto.
Esses números, combinados com a margem de erro, apontam que a corrida ainda está aberta e que pequenas variações nas últimas semanas podem alterar significativamente a ordem de classificação.
Impactos para as campanhas
Para a campanha de Lula, a liderança em quatro estados reforça a necessidade de manter a coesão da base e intensificar a presença nas capitais, especialmente em São Paulo, onde a disputa está mais equilibrada.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, pode explorar a proximidade em São Paulo para ganhar impulso, focando em mensagens que atraiam eleitores indecisos nas áreas urbanas.
Augusto Cury tem a oportunidade de ampliar sua participação ao direcionar esforços de comunicação para nichos específicos, como o público educacional e profissional.
Os candidatos com menor desempenho devem repensar suas estratégias, possivelmente formando alianças ou buscando nichos ainda não explorados.
Com a data do primeiro turno se aproximando, as campanhas deverão intensificar a mobilização de eleitores, investir em mídia digital e reforçar a presença em debates televisivos, pois cada ponto percentual pode ser decisivo.








