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Comparativo detalhado entre três pesquisas sobre o segundo turno da eleição presidencial

Na manhã desta terça‑feira, 13 de outubro, três institutos de pesquisa divulgaram seus resultados sobre a disputa pelo Palácio do Planalto no segundo turno. As sondagens, realizadas por telefone em diferentes períodos, apresentam variações nas intenções de voto entre o candidato do PL e o do PT, além de mostrar divergências nos índices de rejeição. Os dados foram registrados oficialmente no Tribunal Superior Eleitoral.

Visão geral dos resultados por votos válidos

Quando se consideram apenas os votos válidos — excluindo brancos e nulos —, a menor diferença entre os candidatos foi apontada pelo instituto que trabalha em parceria com a Aya. Essa pesquisa registrou 51% de apoio ao candidato do PL e 49% ao do PT, o que gera um empate técnico dentro da margem de erro de 1,8 ponto percentual.

Por outro lado, a sondagem do Gerp mostrou a maior distância, com 55% de intenção de voto para o candidato do PL e 45% para o petista. Essa vantagem de 10 pontos ultrapassa a margem de erro de dois pontos, indicando uma liderança estatisticamente significativa.

A pesquisa da Nexus, em associação com o BTG, apontou 52% a favor do candidato do PL e 48% ao do PT. Embora a diferença seja de 4 pontos, ela ainda se enquadra no limite da margem de erro de dois pontos, configurando um empate técnico improvável, mas possível.

Resultados considerando votos totais (incluindo brancos e nulos)

Ao incluir os eleitores que pretendem votar branco ou nulo, a disparidade mais acentuada volta a ser a do Gerp, que registrou 53% de apoio ao candidato do PL contra 44% ao do PT, uma diferença de nove pontos considerada “significativa” pelo instituto e fora da margem de erro.

As duas outras pesquisas apresentaram cenários de empate técnico nesse recorte. O levantamento do PoderData/Aya mostrou 48% de apoio ao candidato do PL e 46% ao do PT, enquanto a Nexus/BTG indicou 48% contra 45% respectivamente.

Taxas de rejeição e metodologias empregadas

Além das intenções de voto, os três institutos revelaram que o candidato do PT lidera as rejeições. Segundo o PoderData/Aya, 46% dos entrevistados afirmam que não votariam “de jeito nenhum” no petista, contra 44% que rejeitam o candidato do PL.

A Nexus/BTG aponta uma rejeição ainda maior ao petista, com 51% dos eleitores, enquanto 43% rejeitam o concorrente do PL. O Gerp registra 53% de rejeição ao candidato do PT e 42% ao do PL.

Todos os levantamentos foram feitos por telefone, mas cada um coletou as respostas em períodos diferentes:

  • PoderData: 3.000 entrevistas entre 10 e 12 de outubro (registro TSE BR‑01209/2026).
  • Gerp: 2.400 entrevistas nos dias 8, 9 e 12 de outubro (registro TSE BR‑07877/2026).
  • Nexus/BTG: 2.002 entrevistas entre 9 e 12 de outubro (registro TSE BR‑07997/2026).

Essas diferenças temporais podem influenciar os resultados, já que eventos políticos, debates e notícias de última hora tendem a mudar a opinião dos eleitores em curtos intervalos.

Em termos de representatividade, as amostras variam ligeiramente, mas todas atendem aos padrões de margem de erro exigidos pelos órgãos reguladores. A margem de erro declarada pelos institutos varia entre 1,8 e 2 pontos percentuais, o que significa que variações menores que esse intervalo não podem ser consideradas decisivas.

Os analistas de opinião política ressaltam que, apesar das divergências, há um consenso de que a corrida está extremamente equilibrada. A presença de empates técnicos em duas das três pesquisas indica que pequenas mudanças de campanha ou eventos inesperados podem alterar o panorama final.

Especialistas em comportamento eleitoral também apontam que a alta taxa de rejeição ao candidato do PT pode ser um fator decisivo nas estratégias de mobilização de base. Campanhas que conseguem converter eleitores indecisos ou reduzir a rejeição tendem a ganhar vantagem nos últimos dias de campanha.

Por fim, a comparação entre as três sondagens evidencia a importância de analisar múltiplas fontes antes de tirar conclusões definitivas. Cada instituto tem sua própria metodologia, período de coleta e margem de erro, o que pode gerar resultados divergentes, mas complementares, para entender o clima político do país.

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