Uma pesquisa divulgada nesta segunda‑feira, 28 de setembro de 2024, mostrou que um candidato bolsonarista está ameaçando a reeleição do senador Jaques Wagner (PT) na disputa pelo Senado da Bahia. O levantamento, realizado pelo Real Time Big Data, aponta que Wagner, um dos principais líderes do PT no estado, pode perder o segundo lugar para o representante do governo de Jair Bolsonaro.
Cenário atual da disputa senatorial na Bahia
O ex‑governador e ex‑ministro Rui Costa (PT) lidera a corrida com 28% das intenções de voto, consolidando sua posição como favorito absoluto. Wagner aparece em segundo lugar, com 20% das preferências, mas a diferença para o candidato do PL, João Roma, diminui após a divulgação de escândalos que envolvem o senador.
João Roma (PL), ex‑ministro da Cidadania no governo Bolsonaro, registra 17% das intenções, empatado tecnicamente com Wagner. O empate se deve à margem de erro de dois pontos percentuais da pesquisa, que garante um índice de confiança de 95%.
Em quarto lugar, Angelo Coronel (Republicanos) soma 15% das intenções, também empatado tecnicamente com Roma. Coronel, que também busca a reeleição, tem sua base de apoio concentrada nas áreas rurais e nos municípios do interior baiano.
Vale lembrar que, nas eleições senatorias, o eleitor deve escolher dois candidatos. Por isso, a pesquisa apresenta a média das opções de primeiro e segundo voto, refletindo a complexidade do cenário eleitoral.
Detalhes da pesquisa Real Time Big Data
O levantamento ouviu 1.600 eleitores da Bahia entre os dias 23 e 26 de setembro de 2024. A amostra foi selecionada para representar o perfil demográfico do estado, incluindo variáveis como idade, gênero, escolaridade e região geográfica.
A margem de erro de dois pontos percentuais significa que, para cada candidato, o resultado pode variar entre o valor apresentado menos dois pontos e mais dois pontos. O índice de confiança de 95% indica que há 95% de probabilidade de que o intervalo estimado contenha o verdadeiro valor da intenção de voto.
Os resultados foram registrados no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BA-01777/2026, garantindo a transparência e a rastreabilidade dos dados.
Os números também foram apresentados em um gráfico que mostra a evolução temporal das preferências ao longo da semana de coleta. O gráfico revela pequenas oscilações, mas a tendência geral indica que Wagner tem perdido terreno nos últimos dias.
- Rui Costa (PT): 28% das intenções de voto
- Jaques Wagner (PT): 20% das intenções de voto
- João Roma (PL): 17% das intenções de voto
- Angelo Coronel (Republicanos): 15% das intenções de voto
Além desses candidatos, a pesquisa identificou outros nomes que ainda não alcançaram relevância suficiente para aparecer no ranking principal, mas que podem se tornar decisivos em alianças ou acordos de segundo turno.
Impactos políticos e possíveis desdobramentos
O empate técnico entre Wagner e Roma pode gerar negociações estratégicas entre os partidos. O PT, que tem buscado consolidar sua base na Bahia, pode precisar reforçar a campanha de Wagner com maior investimento em mídia e visitas a municípios-chave.
Por outro lado, o PL pode intensificar a presença de João Roma em áreas onde o apoio a Bolsonaro ainda é forte, aproveitando o desgaste do senador petista após o escândalo do Banco Master.
O escândalo envolvendo o Banco Master, que trouxe suspeitas de irregularidades financeiras ao redor de Wagner, tem sido explorado pelos adversários como argumento de falta de ética e transparência.
Analistas políticos apontam que a disputa pode se tornar ainda mais acirrada caso surjam novos candidatos bolsonaristas ou caso o governo federal decida apoiar oficialmente João Roma com recursos de campanha.
Outra variável importante é a atuação das lideranças locais. Caciques regionais, como prefeitos e deputados estaduais, podem influenciar a decisão dos eleitores ao direcionar seus apoios para um dos candidatos.
Se Wagner perder a reeleição, o PT pode enfrentar um golpe significativo em sua estrutura na Bahia, já que o senador é considerado um dos principais articuladores do partido no Nordeste.
Ao mesmo tempo, a vitória de Rui Costa no primeiro lugar reforça a estratégia do PT de concentrar esforços em candidatos com histórico de gestão pública reconhecida, buscando transformar a popularidade do ex‑governador em votos para a bancada federal.
Por fim, a pesquisa indica que a corrida ainda tem muito caminho a percorrer até o pleito de 2026. Campanhas, debates, alianças e escândalos podem mudar rapidamente o cenário, tornando essencial o acompanhamento constante das pesquisas de opinião.








