Uma nova sondagem da AtlasIntel será publicada na segunda‑feira, dia 19 de outubro, trazendo dados atualizados sobre a corrida presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. A pesquisa, registrada no TSE sob o número BR‑02418/2026, investiga a intenção de voto a menos de uma semana da votação e o comportamento dos eleitores na reta final da campanha.
Metodologia e escopo da pesquisa
O questionário foi elaborado seguindo as normas do Tribunal Superior Eleitoral e contempla mais de mil entrevistados distribuídos nacionalmente. Os respondentes foram selecionados por amostragem aleatória estratificada, garantindo representatividade por região, faixa etária e nível socioeconômico.
Além da pergunta central sobre em quem votariam se o segundo turno fosse hoje, a pesquisa inclui blocos específicos que medem a disposição dos eleitores para comparecer às urnas. As opções variam entre “com certeza irei votar”, “provavelmente irei”, “ainda não sei”, “provavelmente não irei” e “com certeza não irei”.
Outro ponto relevante é a avaliação da motivação da escolha. O instituto questiona se o eleitor pretende votar no candidato que considera o melhor ou no “menos pior”, ou seja, aquele que impede a vitória do adversário que julga perigoso.
Principais questões abordadas
O levantamento traz ainda uma pergunta de rejeição direta, exigindo que o entrevistado indique qual dos dois candidatos ele rejeita mais para a Presidência da República. Essa medida permite identificar o peso da antipatia em relação à preferência.
Um bloco de análise de imagem política inclui a avaliação de figuras como Lula, Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro, Janja, Geraldo Alckmin, Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Zema, Davi Alcolumbre, Hugo Motta e Alfredo Gaspar. Cada nome recebe uma classificação positiva ou negativa.
Os participantes também foram indagados sobre arrependimento em relação ao voto dado no segundo turno de 2022. A resposta simples – “sim” ou “não” – possibilita cruzar dados de mudança de comportamento eleitoral ao longo de quatro anos.
Além disso, a pesquisa registra em quem cada entrevistado votou nos dois turnos de 2022 e no primeiro turno de 2026, permitindo análises de permanência ou migração de eleitores entre partidos.
Um dos trechos mais detalhados apresenta cinco propostas recentes atribuídas ao presidente e avaliadas numa escala de 1 a 5, de “péssimo” a “ótimo”:
- Pix MEI de até R$ 5.000 para equipamentos e melhoria do espaço de trabalho;
- Perdão e renegociação de dívidas para microempreendedores individuais;
- Zerar impostos federais sobre combustíveis;
- Criação do Pé‑de‑Meia Universitário, com pagamento mensal de R$ 700 para estudantes de universidades públicas e R$ 10.000 após a formatura;
- Eliminação da escala de trabalho 6×1.
Essas avaliações ajudam a medir a aceitação de políticas econômicas e sociais que podem influenciar a decisão dos eleitores indecisos.
Impactos esperados para a campanha
Com a divulgação prevista para o dia 19, a pesquisa tem potencial para mudar a estratégia dos candidatos nas últimas duas semanas de campanha. Se a intenção de voto se mostrar apertada, os candidatos podem intensificar investimentos em mídia e visitas a estados decisivos.
O dado sobre disposição para comparecer às urnas também é crucial. Um alto índice de eleitores “provavelmente não irei” pode levar os partidos a focar em campanhas de mobilização e transporte, enquanto um cenário de alta confiança pode reforçar mensagens de continuidade.
Além disso, a separação entre preferência e antipatia pode revelar se a vitória será decidida por apoio positivo a um candidato ou por voto de rejeição ao outro. Essa distinção orienta a narrativa de campanha: destacar realizações e propostas ou apontar riscos associados ao adversário.
Os resultados sobre arrependimento do voto de 2022 podem indicar um sentimento de insatisfação que ainda persiste, o que pode ser explorado por ambos os lados para atrair eleitores descontentes.
Por fim, a avaliação das propostas recentes do governo Lula oferece um termômetro sobre a popularidade de medidas econômicas específicas. Caso a maioria classifique como “ótimo”, o candidato pode usar esses números como prova de eficácia; se a avaliação for negativa, o adversário pode explorar essas falhas.
Em resumo, a pesquisa da AtlasIntel promete entregar um panorama detalhado da disputa presidencial a poucos dias da votação, fornecendo insights valiosos tanto para os candidatos quanto para analistas políticos e a sociedade em geral.








