No domingo, 25 de outubro de 2026, a Justiça Eleitoral divulgou os resultados do segundo turno das eleições presidenciais, destacando as cidades brasileiras com menor índice de eleitores ausentes. O levantamento aponta que apenas uma pequena parcela dos eleitores compareceu às urnas em municípios espalhados pelo Nordeste e Sul do país. A seguir, analisamos os dados, as variações em relação ao primeiro turno e às eleições de 2022, e o que esses números revelam sobre o engajamento eleitoral.
Cidades com menor abstenção no segundo turno
O município de Bela Vista do Piauí, no Nordeste, liderou o ranking com apenas 6,88% de abstenção, o que corresponde a 238 eleitores que deixaram de votar. Em seguida, Rio Fortuna, em Santa Catarina, registrou 7,91% de ausência (346 eleitores), enquanto São Jorge, no Rio Grande do Sul, ficou com 8,90% (217 eleitores).
Os demais municípios que completam a lista dos dez com menor taxa de abstenção são:
- Riacho das Almas (PE) – 9,79%
- Cunhataí (SC) – 9,63%
- Nova Candelária (RS) – 9,12%
- Santa Maria do Herval (RS) – 9,54%
- Cândido Godói (RS) – 9,81%
- Outro município do Sul – 10,02%
- Mais um município do Nordeste – 10,15%
Esses números demonstram que, mesmo em regiões historicamente distintas, a participação eleitoral pode ser bastante alta quando há mobilização efetiva dos partidos e candidatos.
Comparação entre turnos e eleições anteriores
Em todas as dez cidades analisadas, a taxa de abstenção diminuiu entre o primeiro e o segundo turno de 2026. A maior queda foi observada em Riacho das Almas (PE), onde a ausência passou de 13,03% no primeiro turno para 9,79% no segundo, uma redução de 3,24 pontos percentuais.
São Jorge (RS) também apresentou uma diminuição significativa, de 11,98% para 8,90%, representando 3,08 pontos percentuais a menos. Essa tendência de redução indica que o segundo turno conseguiu atrair eleitores que inicialmente estavam indecisos ou desmotivados.
Quando comparamos os resultados de 2026 com o segundo turno de 2022, sete dos dez municípios apresentaram queda na abstenção. As exceções foram Nova Candelária, Santa Maria do Herval e Cândido Godói, todas no Rio Grande do Sul, que registraram ligeiro aumento.
Por exemplo, Cândido Godói viu seu índice subir de 9,07% para 9,81%, enquanto Nova Candelária passou de 8,44% para 9,12%. Mesmo assim, esses três municípios ainda conseguiram reduzir a ausência entre os dois turnos de 2026, mostrando que o interesse dos eleitores pode variar conforme o contexto político.
Análise regional e tendências
Do total de cidades com menor taxa de abstenção, oito estão localizadas na Região Sul, quatro em Santa Catarina e quatro no Rio Grande do Sul. Essa concentração sugere que o Sul do Brasil tem mantido um nível de engajamento eleitoral superior à média nacional nos últimos anos.
Os dois municípios nordestinos – Bela Vista do Piauí (PI) e Riacho das Almas (PE) – também se destacam, indicando que a mobilização não está restrita a uma única região. Bela Vista do Piauí, que já havia liderado o ranking no primeiro turno, reduziu a taxa de abstenção de 7,31% para 6,88%, um recuo de 2,14 pontos percentuais em relação a 2022.
Entre as cidades que apresentaram maior redução em relação a 2022, Cunhataí (SC) merece destaque, com a taxa caindo de 12,09% para 9,63%, o que equivale a uma diferença de 2,46 pontos percentuais. Essa queda pode estar associada a campanhas locais intensas e ao aumento da presença de candidatos nas comunidades.
Os dados também revelam que, apesar de alguns aumentos pontuais, a tendência geral aponta para um maior comparecimento nas urnas no segundo turno, reforçando a ideia de que a disputa presidencial continua a gerar mobilização nas bases eleitorais.
Em síntese, o panorama da abstenção nas eleições de 2026 mostra que a participação cidadã está se fortalecendo em diversas regiões, sobretudo nas cidades do Sul, enquanto o Nordeste demonstra que também pode alcançar índices competitivos quando há esforço de comunicação e conscientização.








