Uma nova pesquisa do Ipespe/Abrapel divulgada neste sábado, 17 de outubro, mostrou que a avaliação da população sobre a forma como Lula governa o país avançou de 43% para 45% de aprovação. O levantamento, realizado entre 13 e 15 de outubro, traz também a queda da desaprovação, que passou de 50% para 48%.
Contexto da pesquisa e variações nos índices
Os números obtidos nas duas rodadas da pesquisa permanecem dentro da margem de erro de 2,6 pontos percentuais, o que impede concluir uma mudança estatisticamente significativa. Ainda assim, a diferença entre aprovação e desaprovação — o chamado “saldo” — diminuiu de -7 pontos para -3 pontos.
Essa redução do saldo negativo indica que a percepção do governo está se aproximando de um ponto de equilíbrio, embora ainda haja mais críticos do que apoiadores.
Perfil dos eleitores que apoiam ou rejeitam Lula
Entre os entrevistados que declararam voto em Lula no segundo turno, 88% aprovam sua maneira de governar, enquanto apenas 7% manifestam desaprovação. Os demais 6% não souberam ou não responderam.
Por outro lado, entre os eleitores que pretendem votar em Flávio Bolsonaro, 93% desaprovam a gestão de Lula e apenas 4% aprovam, com 3% indecisos.
O cruzamento entre avaliação do governo e intenção de voto revela forte polarização, reforçando a importância da imagem de Lula na reta final da disputa.
Intenções de voto no segundo turno
No cenário estimulado da mesma pesquisa, Flávio Bolsonaro lidera com 48% das intenções de voto, enquanto Lula registra 46%. Votos em branco ou nulo somam 3%, e outros 3% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar.
Quando considerados apenas os votos válidos, o Ipespe calcula 51,2% para Flávio e 48,8% para Lula, números que também se mantêm dentro da margem de erro em relação à rodada anterior (52,7% x 47,3%).
Metodologia e detalhes técnicos
A pesquisa Ipespe/Abrapel entrevistou 1.500 eleitores entre 13 e 15 de outubro, por telefone. O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00223/2026.
- Margem de erro: até 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos em resultados próximos de 50%.
- Coeficiente de confiança: 95%.
- Distribuição geográfica: amostra representativa dos cinco regiões do Brasil.
Os entrevistadores seguiram protocolos de aleatoriedade e controle de qualidade para garantir a representatividade dos resultados.
Implicações políticas e perspectivas para o segundo turno
A leve alta na aprovação de Lula pode ser interpretada como sinal de que o governo está conseguindo melhorar a percepção pública, principalmente entre seus eleitores base. Contudo, a proximidade dos índices de aprovação e desaprovação indica que ainda há espaço para variações significativas nas próximas semanas.
Especialistas apontam que fatores como a situação econômica, a cobertura da mídia e a mobilização de bases partidárias terão papel decisivo na consolidação de tendências eleitorais.
Para Flávio Bolsonaro, o alto índice de desaprovação entre seus eleitores quanto à gestão de Lula pode servir de argumento de campanha, reforçando a narrativa de oposição ao atual governo.
Já para Lula, a maioria dos apoiadores que aprovam sua condução do país pode ser usada para legitimar políticas em andamento e atrair eleitores indecisos que ainda não definiram seu voto.
Em síntese, a pesquisa indica uma aproximação numérica entre aprovação e desaprovação, mas sem evidências de uma mudança de tendência consolidada. O cenário permanece aberto, e os próximos dias serão decisivos para definir quem terá a vantagem final no pleito.








