A pesquisa de opinião pública realizada pela Quaest entre 17 e 20 de outubro de 2026 revelou que 47% dos entrevistados desaprovam a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 46% manifestam aprovação. Os dados foram divulgados nesta quarta‑feira, 21 de outubro, e apontam para um cenário apertado no segundo turno da eleição presidencial.
Desempenho de Lula na pesquisa
A margem de erro de dois pontos percentuais indica que a diferença entre aprovação e desaprovação está praticamente equilibrada. Em comparação com a pesquisa anterior, divulgada na semana passada, a aprovação subiu um ponto, passando de 45% para 46%, enquanto a desaprovação recuou de 48% para 47%.
Esses números refletem uma volatilidade típica de períodos eleitorais, quando a opinião pública tende a oscilar em resposta a debates, comícios e notícias de última hora. O nível de confiança de 95% assegura que os resultados são estatisticamente robustos, apesar da proximidade dos percentuais.
O levantamento também demonstra que o presidente Lula, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à reeleição, mantém uma base de apoio considerável, mas enfrenta um crescimento da oposição que pode influenciar a decisão dos eleitores indecisos.
Competição com Flávio Bolsonaro
Ao mesmo tempo, a pesquisa indica um empate técnico entre Lula e o candidato Flávio Bolsonaro (PL), do mesmo partido do ex‑presidente Jair Bolsonaro. Flávio registra 45% das intenções de voto, enquanto Lula tem 44%.
Esse empate sugere que o segundo turno será extremamente disputado, com margens de erro capazes de mudar o resultado final. Analistas apontam que a campanha de ambos os candidatos deverá se intensificar nas próximas semanas, buscando conquistar os eleitores ainda não decididos.
O cenário também evidencia a importância dos debates televisivos, das visitas a estados-chave e das estratégias de comunicação digital, que podem ser decisivas para virar a maré de aprovação ou desaprovação.
Metodologia e detalhes da amostra
O estudo da Quaest foi encomendado pelos veículos Globo e O Globo, e contou com a participação de 2.154 pessoas com idade a partir de 16 anos. A coleta de respostas ocorreu entre 17 e 20 de outubro, abrangendo todas as regiões do país.
- Margem de erro: ±2 pontos percentuais
- Nível de confiança: 95%
- Identificação da pesquisa: BR-08535/2026
- Entrevistados: 2.154 pessoas
- Idade mínima: 16 anos
Esses parâmetros garantem que a amostra seja representativa da população adulta brasileira, permitindo inferências confiáveis sobre a intenção de voto nacional.
Além disso, a pesquisa inclui perguntas sobre a avaliação da gestão econômica, a percepção de segurança pública e a aprovação das políticas sociais, que influenciam diretamente a opinião sobre o presidente.
Implicações para a campanha e para o eleitorado
Com a diferença entre aprovação e desaprovação reduzida a apenas um ponto percentual, a campanha de Lula precisará reforçar mensagens que destacam seus sucessos, como a redução da inflação e a expansão de programas sociais.
Ao mesmo tempo, o candidato Flávio Bolsonaro deverá explorar críticas à condução da economia e à segurança, áreas em que a aprovação do governo tem apresentado leves quedas.
Especialistas em comunicação política recomendam que ambos os candidatos invistam em conteúdo audiovisual de curta duração, que tem maior engajamento nas redes sociais, e em encontros presenciais nos estados com maior indecisão.
Para o eleitor, a proximidade dos números indica que a decisão final pode depender de fatores como a confiança nos projetos de governo, a percepção de integridade dos candidatos e a influência de líderes locais.
Em resumo, a pesquisa Quaest mostra um Brasil polarizado, com quase metade da população avaliando negativamente o presidente e outra metade oferecendo apoio. O desfecho das eleições dependerá da capacidade de cada candidato de mobilizar seus eleitores e persuadir os indecisos nas próximas semanas.








