A Apple lançou nesta sexta‑feira (18) o iPhone 18 Pro, modelo topo de linha que chega ao Brasil com preços entre R$ 12 mil e R$ 21 mil. O aparelho representa a mais recente evolução da série Pro, trazendo mudanças sutis mas estratégicas em design, tela e fotografia. A seguir, o Guia de Compras compartilha as primeiras impressões obtidas com o dispositivo.
Design e acabamento
O visual do iPhone 18 Pro permanece fiel à geração anterior, o que permite que as capas do iPhone 17 Pro sejam usadas sem necessidade de adaptação. O peso varia de 211 g no modelo de 6,3 polegadas ao 249 g no de 6,9 polegadas, mantendo a sensação premium que os usuários esperam.
As opções de cores incluem um preto fosco, o novo bordô (um tom de vinho que gera opiniões divididas), além dos tradicionais azul glacial e prata repaginado. Na versão prata, a parte traseira adota a cor do próprio corpo, eliminando o acabamento esbranquiçado presente no modelo anterior.
Para quem se preocupa com a ergonomia, o acabamento arredondado e a leve redução das bordas conferem ainda mais conforto ao segurar o aparelho por longos períodos.
Tela e desempenho
A tela OLED de 6,3 polegadas (Pro) e 6,9 polegadas (Pro Max) mantém a taxa de atualização de 120 Hz, garantindo transições fluidas em jogos e navegação. O destaque vai para a Dynamic Island, que agora ocupa 25 % menos espaço, graças ao reposicionamento do sensor infravermelho do Face ID para o canto esquerdo da tela.
Essa redução permite que a ilha exiba até três notificações simultâneas, como música, pedidos de comida e rotas de mapa, algo impossível nas versões anteriores que suportavam apenas uma notificação.
O iOS 27, pré‑instalado, traz otimizações de consumo de energia que, combinadas com a bateria de até 23 h (Pro) ou 29 h (Pro Max), prometem autonomia suficiente para um dia inteiro de uso intenso.
Câmera e recursos fotográficos
O conjunto de três sensores de 48 MP permanece, mas a lente principal recebe a inovadora abertura variável. Seis lâminas móveis ajustam a abertura entre f/1.48, f/1.8, f/2.8 e f/4.0, permitindo capturar mais luz em ambientes escuros e reduzir a entrada de luz sob luz solar forte.
Na prática, isso se traduz em fotos mais nítidas em baixa luminosidade e em efeitos de estrelas nas fontes de luz quando a abertura está totalmente fechada. Embora a tecnologia não seja inédita – o Samsung Galaxy S9 já a utilizava – a sua implementação em um iPhone traz controle avançado ao usuário.
A interface da câmera ganha novos controles manuais, incluindo balanço de branco, exposição, velocidade do obturador, foco e, claro, a escolha da abertura. Esses recursos aproximam o iPhone 18 Pro de câmeras profissionais, facilitando a produção de conteúdo de alta qualidade.
- Sensor principal: 48 MP, abertura variável (f/1.48 – f/4.0)
- Grande angular: 48 MP, campo de visão de 120°
- Zoom óptico: até 8×, com estabilização avançada
Preço e expectativa de mercado
Os valores anunciados variam de R$ 12 mil (modelo de base) a R$ 21 mil (versão com maior capacidade de armazenamento). Essa faixa coloca o iPhone 18 Pro entre os smartphones mais caros disponíveis no Brasil, competindo diretamente com dispositivos premium de marcas como Samsung e Google.
Analistas apontam que o alto preço reflete não apenas os custos de produção, mas também a estratégia da Apple de posicionar o iPhone como um objeto de status e inovação. A expectativa é que o modelo impulsione as vendas da empresa antes do lançamento do iPhone Duo, o primeiro smartphone dobrável da marca, previsto para outubro de 2026 e com preço estimado em até R$ 31 mil.
Enquanto isso, rumores sugerem que o iPhone 18 “básico” ainda não foi anunciado, possivelmente sendo adiado para 2027. Essa decisão reforça o foco da Apple em tecnologias avançadas e em ampliar a margem de lucro com os modelos Pro.
Em resumo, o iPhone 18 Pro entrega refinamentos que agradam tanto usuários exigentes quanto profissionais de fotografia, embora o preço elevado continue sendo o principal ponto de debate entre os consumidores brasileiros.








