O novo filme Resident Evil chegou aos cinemas brasileiros nesta quinta‑feira (17) e traz uma proposta de terror que tenta honrar a essência dos jogos da Capcom. A produção, dirigida por Zach Cregger, se passa em Raccoon City, onde um entregador inesperado se vê preso em meio a um surto viral que transforma humanos e animais em criaturas mortas‑vivas.
Enredo e ambientação
O roteiro acompanha Bryan, interpretado por Austin Abrams, que trabalha como entregador de materiais hospitalares. Quando recebe a missão de levar um pacote misterioso a um hospital de Raccoon City, ele entra em um cenário caótico, repleto de ruas abandonadas e sombras que escondem ameaças.
A trama avança com a descoberta de um vírus que contamina a população, gerando mutações violentas. Cada passo de Bryan é marcado por decisões de sobrevivência, enquanto ele tenta cumprir a entrega e entender a origem do caos. A narrativa evita clichês, optando por momentos de tensão que lembram as mecânicas de sobrevivência dos jogos.
Direção e atmosfera de terror
Zach Cregger, conhecido por trabalhos como “Noites Brutais” e “A Hora do Mal”, demonstra habilidade ao criar sustos inesperados. Ele utiliza câmeras em primeira pessoa para colocar o espectador na pele do protagonista, exigindo atenção constante ao ambiente.
A sensação de isolamento é reforçada por longas sequências em corredores escuros, onde ruídos distantes aumentam o medo. Cregger também explora a vulnerabilidade de Bryan, mostrando-o vulnerável diante de inimigos imprevisíveis, o que eleva a ansiedade do público.
Aspectos técnicos e fidelidade aos games
O filme destaca-se pelos efeitos especiais que dão vida a monstros assustadores e críveis. As criaturas são apresentadas com detalhes que lembram os designs originais dos jogos, sem cair em exageros caricatos.
- Movimentos de câmera que reproduzem a perspectiva dos jogos.
- Uso de iluminação baixa para criar sombras ameaçadoras.
- Detalhes de cenário que remetem a locais icônicos da franquia.
Embora não haja personagens icônicos como Jill Valentine ou Albert Wesker, a produção demonstra respeito ao material‑fonte ao manter a estética sombria e a mecânica de exploração. As sequências de ação são coreografadas para refletir a imprevisibilidade dos encontros nos games.
Pontos fracos: o humor em excesso
Um dos maiores críticos ao filme é a quantidade de piadas inseridas no roteiro, co‑escrito por Shay Haten. Em momentos de alta tensão, o humor surge de forma abrupta, quebrando o clima de suspense.
Essas intervenções podem gerar risos involuntários, desviando a atenção do espectador do perigo iminente. Embora a intenção seja aliviar a atmosfera pesada, o resultado costuma ser um contraste desconfortável que diminui o impacto das cenas mais assustadoras.
Em suma, Resident Evil 2024 entrega um espetáculo de terror que agrada tanto fãs dos games quanto o público geral, mas ainda luta para equilibrar o humor com a tensão necessária para um filme de horror.








