Lula declarou nesta quarta‑feira, 16 de setembro, que não pode ser responsabilizado pelas indicações de Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e André Mendonça ao Supremo Tribunal Federal, já que não ocupava a Presidência no momento das nomeações.
O presidente também ressaltou a necessidade de investigar e punir quem cometeu irregularidades, reforçando o direito à ampla defesa e ao julgamento justo.
Responsabilidade pelas indicações ao STF
Ao ser questionado sobre as críticas ao ministro Alexandre de Moraes, Lula enfatizou que a responsabilidade pelas indicações cabe ao presidente que estava no cargo à época.
Ele afirmou que não há como assumir culpa por decisões tomadas antes de seu mandato, destacando a importância de separar fatos históricos de acusações atuais.
Para esclarecer o ponto, o presidente enumerou os argumentos principais:
- As indicações foram feitas por seu antecessor.
- O mandato presidencial tem autonomia para escolher nomes para o STF.
- Qualquer irregularidade deve ser apurada de forma independente.
Lula ainda sublinhou que, se houver indícios de erro, os responsáveis devem responder perante a justiça, sem exceções.
Defesa da Justiça Eleitoral e das urnas eletrônicas
Durante a entrevista, o presidente elogiou a atuação de Alexandre de Moraes na condução da Justiça Eleitoral nas eleições de 2022.
Ele destacou que o ministro foi essencial para garantir a integridade do processo, especialmente diante das contestações do ex‑presidente Jair Bolsonaro sobre as urnas eletrônicas.
Lula reforçou que o sistema de votação brasileiro é confiável e que as urnas não dependem da internet, reduzindo vulnerabilidades.
Para ilustrar a segurança do mecanismo, o presidente citou três pontos fundamentais:
- Criptografia avançada que protege os dados.
- Auditoria física e digital realizada antes e depois da votação.
- Teste de integridade em cada unidade de urna.
Ele concluiu que a seriedade das urnas reforça a legitimidade das eleições e desmente teorias conspiratórias.
Reação de Lula às críticas e perspectivas políticas
Lula manifestou tranquilidade em relação às críticas recebidas, afirmando que é crucial rebater versões que, segundo ele, distorcem os fatos.
“Temos que mostrar a narrativa correta. E eu estou tranquilo quanto a isso”, disse o presidente, indicando confiança na estratégia de comunicação do governo.
O discurso foi proferido no canal e podcast “Desce a Letra Show”, onde Lula também abordou sua agenda de reeleição e os próximos passos políticos.
Ele ressaltou que a defesa da democracia e da ordem constitucional continua sendo prioridade, independentemente das pressões externas.
Além disso, o presidente destacou que a população deve permanecer atenta aos processos judiciais e confiar nas instituições que operam de forma transparente.
Em síntese, Lula reforçou três mensagens centrais:
- Responsabilidade das indicações cabe ao presidente que as fez.
- O sistema de votação brasileiro é seguro e confiável.
- Qualquer irregularidade deve ser investigada e punida.
Essas declarações chegam em um momento sensível, com a campanha eleitoral se intensificando e o STF sob escrutínio público.
Especialistas apontam que a postura firme do presidente pode influenciar a percepção dos eleitores sobre a independência do Judiciário.
Ao mesmo tempo, opositores continuam a questionar a atuação de alguns ministros, criando um cenário de debate acirrado nas redes sociais e na mídia tradicional.
Para quem acompanha a política nacional, o posicionamento de Lula representa um esforço de consolidar sua imagem como defensor da ordem constitucional.
Ele também enfatizou que a justiça deve ser cega, tratando todos os cidadãos da mesma forma, sem privilégios ou perseguições.
Essa visão, segundo o presidente, é essencial para garantir a estabilidade democrática nos próximos anos.
Por fim, Lula concluiu que a narrativa correta deve prevalecer, reforçando a importância de informações verídicas e de combate à desinformação.








