Uma pesquisa da Quaest, divulgada nesta quarta‑feira (16), mostrou que 49% dos brasileiros não consideram o presidente Luiz Inácio Lula (PT) honesto, enquanto 42% têm a mesma opinião sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento, realizado entre 10 e 13 de setembro, abrangeu 2.004 entrevistados em todo o país.
Como o eleitorado avalia a honestidade de Lula
Entre os participantes, 28% afirmaram que consideram Lula honesto, o que indica que menos da metade da população tem confiança plena no atual presidente. Essa percepção pode estar ligada a escândalos de corrupção que marcaram governos anteriores do PT, bem como a críticas recentes sobre a condução da política econômica.
Os entrevistados que responderam “não sei” ou “não conheço o suficiente” representaram uma parcela significativa, demonstrando que a opinião sobre a integridade do mandatário ainda está em construção.
Vale notar que a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, o que confere robustez aos resultados, ainda que pequenas variações possam ocorrer.
Flávio Bolsonaro e a percepção de desonestidade
Quanto ao senador Flávio Bolsonaro, 23% dos entrevistados o consideram honesto, enquanto 42% o julgam desonesto. Essa avaliação reflete o histórico de investigações que envolveram a família Bolsonaro, bem como a percepção de que o senador ainda está consolidando sua imagem política.
Os que não têm opinião formada sobre Flávio somam 35% do total, indicando que ainda há espaço para mudança de posicionamento conforme novos fatos surgirem.
Os resultados sugerem que, apesar da vantagem de nome, a confiança do eleitorado em Flávio ainda enfrenta desafios significativos.
Contexto da pesquisa e outros candidatos avaliados
A Quaest foi contratada pela Globo e por O Globo, e seu levantamento incluiu ainda avaliações sobre outros quatro candidatos à presidência: Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão). A pergunta feita foi direta: “Pelo que você tem visto ou ouvido falar, o candidato é um político honesto, desonesto ou você não o conhece suficientemente para opinar?”
- Augusto Cury – 12% honesto, 18% desonesto
- Ronaldo Caiado – 15% honesto, 20% desonesto
- Romeu Zema – 14% honesto, 22% desonesto
- Renan Santos – 9% honesto, 16% desonesto
Esses números revelam que a maioria dos candidatos ainda luta para conquistar a confiança plena dos eleitores, reforçando a importância da imagem de integridade no cenário eleitoral.
Além dos percentuais, a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03607/2026, o que garante sua validade e transparência perante o público.
Implicações políticas e perspectivas para a campanha
Os resultados da Quaest podem influenciar estratégias de campanha, sobretudo no que tange à comunicação de valores e ao combate a narrativas de desconfiança. Candidatos com baixa avaliação de honestidade tendem a investir mais em ações de transparência e em reforço de mensagens positivas.
Para Lula, a necessidade de consolidar sua imagem como líder íntegro pode se traduzir em iniciativas de combate à corrupção e em maior visibilidade de políticas sociais bem‑sucedidas.
Já para Flávio Bolsonaro, a ênfase pode recair sobre a construção de um histórico próprio, distante das controvérsias que envolveram membros da família, e na demonstração de postura ética em sua atuação no Senado.
Em resumo, a pesquisa destaca que a percepção de honestidade continua sendo um fator decisivo para o eleitor brasileiro, e que candidatos que desejam melhorar seu posicionamento precisam adotar estratégias claras de comunicação e prestação de contas.








