Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (15) mostrou que a senadora Maria Auxiliadora Seabra Rezende, conhecida como Professora Dorinha, lidera as intenções de voto para o governo do estado de Tocantins. O levantamento, realizado entre 12 e 14 de setembro, entrevistou 1.504 eleitores tocantinenses. Os resultados apontam cenários diferentes para o primeiro e o segundo turno da disputa eleitoral.
Cenário da disputa para o governo
No primeiro turno, Dorinha apresenta vantagem de 6,5 pontos percentuais sobre o deputado federal Vicente Alves de Oliveira Junior, conhecido como Vicentinho Júnior (PSDB). Ela acumula 40,6% das intenções de voto, enquanto o adversário registra 34,1%.
No segundo turno, a diferença diminui para 4,5 pontos, colocando os dois candidatos quase empatados dentro da margem de erro de 2,6 pontos. Essa variação indica que a corrida pode se tornar ainda mais acirrada nas próximas semanas.
- Professora Dorinha (União-TO): 40,6% (primeiro turno)
- Vicentinho Júnior (PSDB-TO): 34,1% (primeiro turno)
Detalhes da pesquisa e margem de erro
A pesquisa foi conduzida pela empresa Paraná Pesquisas, com grau de confiança de 95% e margem de erro de 2,6 pontos percentuais. Esses indicadores são padrão em levantamentos eleitorais e garantem que os números reflitam a opinião da população dentro de um intervalo confiável.
Além das intenções de voto, o estudo avaliou a taxa de rejeição dos candidatos. Dorinha registra a maior rejeição, 23,3%, porém ainda está próxima dos demais concorrentes, o que demonstra que a aversão não é decisiva para seu desempenho.
Vicentinho Júnior aparece em terceiro lugar na rejeição, com 14,4%, indicando que ele tem menor resistência entre os eleitores, mas também menos apoio expressivo.
Confronto no Senado
Na corrida ao Senado, o senador Eduardo Gomes (PL-TO) lidera com 36% das intenções de voto. Ele tem uma vantagem clara sobre os demais candidatos, mas a disputa ainda apresenta margem para reviravoltas.
O segundo lugar está tecnicamente empatado entre o deputado federal Alexandre Guimarães (MDB-TO), com 24,5%, e o deputado Carlos Henrique Gaguim (União-TO), com 22,7%. Essa proximidade evidencia que a segunda vaga será decidida nos últimos dias de campanha.
- Eduardo Gomes (PL-TO): 36% (senador)
- Alexandre Guimarães (MDB-TO): 24,5% (deputado)
- Carlos Henrique Gaguim (União-TO): 22,7% (deputado)
Implicações políticas e próximos passos
Com a pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número TO-08578/2026, os partidos já começam a ajustar suas estratégias de campanha. A liderança de Dorinha no primeiro turno pode incentivar alianças de apoio, enquanto Vicentinho Júnior pode buscar reforçar sua base para reduzir a diferença no segundo turno.
Para o Senado, a vantagem de Eduardo Gomes pode levar a uma intensificação de ataques e contra-ataques entre os candidatos ao segundo lugar, já que a disputa está muito equilibrada.
Especialistas apontam que a margem de erro de 2,6 pontos pode ser decisiva, sobretudo se houver mobilização de eleitores indecisos nas últimas semanas. A presença de listas de apoio, comissões de campanha e eventos regionais será crucial para converter intenção em voto efetivo.
Além disso, a taxa de rejeição de Dorinha, embora a mais alta, não parece comprometer sua liderança. O fato de que a rejeição está relativamente próxima das dos demais candidatos sugere que a população está dividida, mas ainda aberta a mudanças de opinião.
Os analistas também destacam a importância das questões locais, como desenvolvimento econômico, infraestrutura e educação, que podem influenciar o comportamento do eleitorado tocantinense. Campanhas que abordarem esses temas de forma clara tendem a ganhar tração nas urnas.
Por fim, a dinâmica entre os partidos – União, PSDB, PL e MDB – deverá definir alianças estratégicas que podem alterar o cenário projetado pela pesquisa. A proximidade dos números indica que o resultado final ainda está em aberto, mantendo os eleitores atentos a cada nova movimentação.








