Uma pesquisa divulgada nesta segunda‑feira, 14 de setembro, revelou que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o cenário que mais gera medo entre os brasileiros, superando a possibilidade da família Bolsonaro voltar ao poder. O levantamento, realizado pela Quaest entre os dias 10 e 13 de setembro, entrevistou 2.004 pessoas em todo o país e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
O panorama da pesquisa e seus números principais
De acordo com os dados, 44% dos entrevistados afirmam temer mais a permanência de Lula no Palácio do Planalto, enquanto 42% apontam como maior receio a volta dos Bolsonaro ao governo. A diferença de dois pontos percentuais está dentro da margem de erro, indicando que o eleitorado está praticamente dividido entre os dois cenários.
Além desses percentuais, 7% dos participantes declararam sentir medo tanto da reeleição de Lula quanto do retorno da família Bolsonaro, um índice que se manteve estável nas três medições realizadas pela Quaist. Já 2% afirmaram não temer nenhum dos dois cenários, e 5% não souberam ou não responderam.
Comparativo com as rodadas anteriores
As medições anteriores, realizadas em 2 e 7 de setembro, mostraram um empate perfeito: 43% dos entrevistados temiam a reeleição de Lula e 43% temiam o retorno dos Bolsonaro. Na pesquisa de 14 de setembro, o empate foi quebrado, mas apenas por um ponto percentual a favor do medo da reeleição de Lula.
Essas variações mínimas reforçam a ideia de que ambos os cenários continuam mobilizando parcelas quase iguais do eleitorado, sem que um deles se destaque de forma decisiva. A estabilidade dos percentuais de quem tem medo de ambos os cenários (7%) e de quem não tem medo de nenhum (2%) também aponta para uma percepção consolidada entre os eleitores.
Implicações políticas e sociais dos resultados
O fato de a reeleição de Lula ser percebida como a maior fonte de temor pode estar relacionado a fatores como a polarização política, a expectativa de continuidade de políticas públicas e o medo de um aprofundamento das tensões sociais. Por outro lado, o medo da volta dos Bolsonaro está associado a temores sobre autoritarismo, políticas conservadoras e possíveis retrocessos em direitos conquistados.
Analistas apontam que esses medos podem influenciar o comportamento nas urnas, sobretudo em um cenário de eleições ainda distante, mas já marcado por campanhas intensas nas redes sociais. O medo, como emoção, tende a gerar mobilização, seja para defender um candidato ou para impedir o avanço de outro.
Além disso, a pesquisa destaca a importância de campanhas de comunicação que abordem diretamente as preocupações dos eleitores, oferecendo respostas claras e propostas concretas. Estratégias de SEO e copywriting podem ser usadas por candidatos e partidos para otimizar seus conteúdos, alcançar maior visibilidade nos buscadores e, assim, influenciar a percepção pública.
Como a Quaest conduziu o levantamento
A Quaest entrevistou 2.004 pessoas com idade a partir de 16 anos, distribuídas proporcionalmente entre as regiões do Brasil, garantindo representatividade nacional. O nível de confiança da pesquisa é de 95%, e os resultados foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026.
Os entrevistados foram questionados em duas opções exclusivas – medo da reeleição de Lula ou medo da volta dos Bolsonaro – além da possibilidade de marcar ambas as opções ou nenhuma, permitindo captar nuances de insegurança que não seriam percebidas em perguntas de resposta única.
- Margem de erro: ±2 pontos percentuais
- Nível de confiança: 95%
- Período de coleta: 10 a 13 de setembro
- Entrevistados: 2.004 pessoas com 16+ anos
Esses detalhes metodológicos conferem credibilidade ao estudo e permitem que analistas políticos, jornalistas e estrategistas de campanha utilizem os dados como base para decisões informadas.
Em síntese, a pesquisa da Quaest evidencia que tanto a continuidade de Lula quanto o retorno dos Bolsonaro são fontes de ansiedade para o eleitor brasileiro, refletindo a profunda divisão política que atravessa o país. Enquanto os números mostram pequenas variações, a mensagem central permanece: o medo está presente, e ele pode ser decisivo nas próximas disputas eleitorais.








