Uma pesquisa divulgada nesta segunda‑feira (14) traz o panorama dos eleitores que pretendem apoiar Augusto Cury (Avante) no primeiro turno das eleições presidenciais. O levantamento, realizado em todo o território nacional, indica que, caso haja segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, 25% desses eleitores optariam por Lula, enquanto 41% escolheriam Flávio Bolsonaro.
Perfil dos eleitores que apoiam Augusto Cury
Os entrevistados que citaram Cury como primeira opção representam cerca de 7% do total de eleitores consultados. Dentro desse grupo, a maioria demonstra firmeza na escolha: 60% afirmam que sua decisão está consolidada, ao passo que 40% ainda consideram mudar de opinião até o dia da votação.
Além da preferência pelo candidato Avante, a pesquisa revela comportamentos de abstenção. Um quarto dos eleitores de Cury (27%) indicam que, caso seu candidato seja eliminado, poderiam votar em branco, anular o voto ou sequer comparecer às urnas.
Os indecisos também estão presentes, representando 7% desse segmento. Essa parcela pode ser decisiva nas estratégias de campanha, já que ainda não definiu um destino claro para o segundo turno.
Preferências para o segundo turno
Quando questionados sobre a hipotética disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, os eleitores de Cury distribuíram seu apoio de forma desigual. A maioria, 41%, declarou preferência por Flávio Bolsonaro, enquanto 25% optariam por Lula. Essa diferença evidencia a força do candidato do PL entre os eleitores que inicialmente apoiaram o Avante.
- 41% – Flávio Bolsonaro (PL)
- 25% – Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
- 27% – Voto em branco, anulação ou abstenção
- 7% – Indecisos
Os números mostram que, mesmo entre eleitores de um candidato de menor expressão, há uma inclinação marcante para o candidato de direita, superando a escolha pelo candidato de esquerda.
Metodologia da pesquisa Quaest
A pesquisa foi contratada pela Globo em parceria com o jornal O Globo e contou com a coleta de respostas de 2.004 pessoas com idade a partir de 16 anos, em todo o Brasil. As entrevistas foram realizadas entre os dias 10 e 13 de setembro, garantindo um recorte temporal próximo ao período eleitoral.
A margem de erro da amostra totaliza dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi oficialmente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026, assegurando a transparência e a rastreabilidade dos dados.
No panorama geral da pesquisa, Flávio Bolsonaro alcança 42% das intenções de voto no segundo turno, enquanto Lula registra 40%, indicando um empate técnico entre os dois principais candidatos. Na rodada anterior, divulgada em 7 de setembro, ambos mantinham 41%.
Quanto ao primeiro turno, Augusto Cury registra 7% das intenções de voto, ligeiramente abaixo dos 8% observados na pesquisa anterior. Ele fica atrás de Lula (36%) e Flávio Bolsonaro (31%), mas empata tecnicamente com Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), que acumulam 4% cada.
Implicações políticas e estratégicas
Os resultados apontam para a importância de se conquistar o eleitorado de candidatos menores, sobretudo em cenários de segundo turno. A preferência de 41% dos eleitores de Cury por Flávio Bolsonaro pode representar um ganho significativo para a campanha do PL, caso consiga mobilizar esse segmento.
Por outro lado, a parcela de 25% que migra para Lula indica que o candidato do PT ainda tem capacidade de atrair eleitores de centro‑esquerda e de centro‑direita moderada. Estratégias de discurso que enfatizem pautas sociais e econômicas podem ser decisivas para ampliar esse apoio.
Os 27% que consideram votar em branco ou anular o voto constituem um bloco potencialmente decisivo. Campanhas que reforcem a importância da participação efetiva nas urnas podem reduzir esse número e transformar abstentes em eleitores ativos.
Finalmente, os 7% de indecisos entre os eleitores de Cury representam um público vulnerável a influências de última hora, como debates, comícios ou escândalos. O monitoramento constante desse grupo será essencial para os candidatos que buscam consolidar sua base de apoio.








