Uma nova pesquisa do Datafolha, divulgada neste sábado, 12 de setembro de 2026, revelou a diferença de intenção de voto entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nos três maiores colégios eleitorais do Brasil. O levantamento cobre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, que concentram a maior parte dos eleitores do país. Os números apontam para cenários divergentes: o candidato do PL lidera em São Paulo e no Rio, enquanto Lula mantém a vantagem em Minas Gerais.
Desempenho nos três maiores colégios eleitorais
No Rio de Janeiro, terceiro maior colégio eleitoral, Flávio Bolsonaro registra 49% das intenções de voto no segundo turno, contra 41% de Lula, resultando em uma diferença de oito pontos percentuais a favor do candidato do PL. Em São Paulo, maior colégio eleitoral, a situação é semelhante: Flávio aparece com 47% e Lula com 42%, mantendo a margem de cinco pontos percentuais que já era observada em pesquisas anteriores. Já em Minas Gerais, segundo maior colégio, Lula volta a ficar à frente, com 46% das respostas, enquanto Flávio alcança 45%, reduzindo a diferença para apenas um ponto percentual.
Comparativo com a pesquisa de agosto
Ao comparar os resultados atuais com a pesquisa anterior, divulgada em 22 de agosto, percebe‑se que a distância entre os candidatos se manteve estável em São Paulo, permanecendo em cinco pontos percentuais. No Rio de Janeiro, a vantagem de Flávio diminuiu ligeiramente, passando de nove para oito pontos. Em Minas Gerais, a liderança de Lula encolheu de quatro para um ponto, refletindo um ganho de três pontos para o candidato do PL.
Essas variações, embora sutis, são importantes para entender a dinâmica da corrida presidencial, especialmente em estados que podem decidir o resultado final. A estabilidade em São Paulo indica que a disputa ali está consolidada, enquanto o estreitamento em Minas Gerais pode sinalizar um movimento de eleitores indecisos em direção ao PL.
Voto em branco, nulo e indecisos
Outro aspecto relevante da pesquisa são as mudanças nas categorias de voto em branco, nulo ou nenhum candidato, bem como o número de eleitores ainda indecisos. No Rio de Janeiro, a parcela de eleitores que optou por branco, nulo ou nenhum candidato caiu de 10% para 8%, enquanto os indecisos aumentaram de 1% para 2%.
Em São Paulo, o percentual de branco, nulo ou nenhum candidato subiu de 9% para 10%, e o número de indecisos manteve‑se em 1%. Já em Minas Gerais, o voto em branco, nulo ou nenhum candidato recuou de 10% para 8%, enquanto os indecisos diminuíram de 2% para 1%.
Metodologia e margem de erro
O Datafolha entrevistou 1.610 eleitores em São Paulo entre os dias 8 e 10 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Em Minas Gerais, foram coletadas respostas de 1.204 eleitores, também entre 8 e 10 de setembro, com margem de erro de três pontos percentuais e o mesmo nível de confiança. No Rio de Janeiro, a amostra contou com 1.204 eleitores, mantendo a margem de erro de três pontos percentuais.
Todos os levantamentos foram encomendados pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, e estão registrados na Justiça Eleitoral sob os números BR‑03904/2026 (São Paulo), BR‑03022/2026 (Minas Gerais) e RJ‑09217/2026 / BR‑06361/2026 (Rio de Janeiro). A pesquisa segue rigorosos padrões de representatividade, garantindo que os resultados reflitam a opinião dos eleitores com idade mínima de 16 anos.
Análise das tendências eleitorais
Os dados apontam para uma tendência de consolidação da liderança de Flávio Bolsonaro nos dois maiores estados do país, embora a diferença ainda seja suficientemente estreita para permitir reviravoltas. Em Minas Gerais, a quase igualdade entre os candidatos sugere que campanhas locais, debates e eventos de campanha podem ter um impacto decisivo nas próximas semanas.
Além disso, a redução do voto em branco e nulo em alguns estados pode indicar que eleitores que antes estavam desmotivados estão se mobilizando para escolher entre os dois candidatos principais. Por outro lado, o leve aumento dos indecisos no Rio pode refletir dúvidas sobre a capacidade de cada candidato de atender às demandas regionais.
Especialistas apontam que a presença de margens de erro de dois a três pontos percentuais significa que as diferenças observadas ainda podem oscilar dentro desses limites, tornando a corrida ainda mais competitiva. A proximidade dos números em Minas Gerais, por exemplo, deixa margem para que pequenas variações de opinião, provocadas por notícias de última hora ou escândalos, alterem significativamente o panorama eleitoral.
- São Paulo: Flávio 47% × Lula 42% → diferença de 5 pontos;
- Rio de Janeiro: Flávio 49% × Lula 41% → diferença de 8 pontos;
- Minas Gerais: Lula 46% × Flávio 45% → diferença de 1 ponto.
Em síntese, a pesquisa do Datafolha reforça a ideia de que a disputa presidencial está longe de ser decidida, com cada estado apresentando dinâmicas próprias. O acompanhamento constante das pesquisas, aliado ao monitoramento de fatores como voto em branco, nulo e indecisos, será crucial para entender como a corrida evoluirá até o segundo turno.








