Mumford & Sons subiu ao palco Sunset do Rock in Rio neste sábado (12) por volta das 23h, apresentando um setlist que mesclou novidades e hits que marcaram a trajetória da banda. O show aconteceu no Rio de Janeiro, no maior festival de música ao ar livre da América Latina, e trouxe um clima de celebração para os fãs que aguardavam a volta da banda ao Brasil.
Um retorno que remete ao passado, mas avança para o futuro
Quando a banda se apresentou no Lollapalooza de São Paulo, em 2016, o público viveu uma noite de euforia que ficou marcada na memória coletiva. Naquela ocasião, o som ainda carregava a força do banjo e das harmonias folk que caracterizaram o álbum “Babel”, vencedor do Grammy em 2013. Hoje, a mesma energia aparece, porém com arranjos mais densos e uma produção que busca maior impacto visceral.
Marcus Mumford explicou ao g1 que o hiato recente foi decisivo para a renovação criativa da banda. Os álbuns “Rushmere” (2025) e “Prizefighter” (2026) surgiram desse período de introspecção, trazendo letras mais pessoais e sonoridades que dialogam com a geração Z, que vê o folk dos anos 2010 como uma espécie de classic rock.
Ao contrário do que alguns críticos temiam, a nova fase não abandonou os sucessos que consagraram o grupo. A presença de “I Will Wait” como encerramento do setlist mostrou que a banda ainda honra seu legado, ao mesmo tempo em que apresenta faixas como “Rubber Band Man” e “Here”, que carregam influências de Cat Stevens e de uma produção mais sofisticada.
O setlist: equilíbrio entre novidades e clássicos
O repertório do show foi cuidadosamente estruturado para atender tanto aos fãs de longa data quanto aos novos ouvintes. A abertura contou com “Ditmas”, que trouxe um clima intimista, enquanto “Little Lion Man” foi lançada nos primeiros minutos, provocando um coro imediato do público.
- “Ditmas” – introdução suave com vocais próximos das grades.
- “Little Lion Man” – convite ao canto coletivo do refrão.
- “Rubber Band Man” – nova faixa que destaca a percussão marcante.
- “Prizefighter” – hino de superação que reflete a fase atual da banda.
- “Here” – balada melódica com ecos de Cat Stevens.
- “I Will Wait” – encerramento emotivo que remete ao primeiro álbum.
Além das canções citadas, a banda inseriu trechos instrumentais que ampliaram a experiência sonora, criando momentos de imersão para o público. Cada transição foi marcada por arranjos de cordas e sintetizadores que reforçaram a proposta de um som mais trabalhado e complexo.
Os fãs que compareceram ao evento relataram que a mistura de novos arranjos com a energia dos clássicos gerou uma atmosfera única, capaz de atender às expectativas de quem acompanha a banda desde o início e de quem descobriu o grupo nos últimos anos.
Repercussão e expectativas para os próximos projetos
Após o show, a reação nas redes sociais foi imediata. Comentários elogiavam a evolução sonora da banda e destacavam a capacidade de manter a essência folk enquanto incorporava elementos de rock mais pesados. A crítica especializada também apontou que Mumford & Sons demonstrou maturidade ao equilibrar inovação e tradição.
Com a turnê mundial em andamento, a banda pretende levar o novo repertório a outras capitais brasileiras, além de planejar apresentações em festivais europeus. O sucesso no Rock in Rio abre caminho para novas oportunidades de colaboração com artistas da cena indie e pop.
Para os amantes de música, a performance no Rio de Janeiro serve como um exemplo de como artistas podem reinventar seu som sem perder a identidade que os tornou famosos. O futuro de Mumford & Sons parece promissor, com projetos que prometem explorar ainda mais a fusão entre folk, rock e sons eletrônicos.
Em resumo, a apresentação no Rock in Rio consolidou a volta triunfal da banda ao Brasil, oferecendo um espetáculo que combinou nostalgia, inovação e energia pura. O público saiu satisfeito, ansioso pelos próximos lançamentos e pelos novos shows que prometem manter a mesma intensidade.








