Em 4 de outubro de 2026, os eleitores brasileiros vão iniciar a jornada de votação na urna eletrônica, escolhendo seis cargos, do deputado federal ao presidente da República. A sequência de votação segue um roteiro definido pela Justiça Eleitoral, que inclui duas vagas para senador em cada estado. Conhecer essa ordem e praticar com antecedência pode evitar erros e garantir que o voto seja contabilizado corretamente.
Entendendo a sequência de votação no primeiro turno
A urna eletrônica apresenta os cargos em uma ordem fixa. Primeiro, o eleitor seleciona o candidato a deputado federal, seguido pelo deputado estadual ou distrital, dependendo da região. Em seguida, são dois momentos consecutivos para escolher senadores, antes de avançar para governador (nos estados), deputado estadual ou distrital (quando ainda houver), e, por fim, presidente.
Essa lógica foi criada para simplificar o processo e reduzir a chance de confusão, principalmente nas duas etapas destinadas ao Senado. Cada voto deve ser registrado com um número distinto; repetir o mesmo candidato nas duas vagas gera anulação do segundo voto.
- Deputado Federal
- Deputado Estadual ou Distrital
- Senador – primeira vaga
- Senador – segunda vaga
- Governador (ou cargo estadual equivalente)
- Presidente da República
Ao chegar à tela de confirmação, a urna exibe o número digitado, o nome do candidato e o cargo em disputa. O eleitor deve conferir esses dados antes de pressionar “Confirma”. Essa checagem evita a invalidação do voto por erro de digitação.
Como montar a colinha de papel e por que ela é essencial
A colinha de papel funciona como um guia rápido para quem tem dúvidas sobre a ordem dos cargos ou precisa lembrar os números dos candidatos escolhidos. Ela deve ser preparada antes do dia da votação, usando apenas papel e caneta, já que dispositivos eletrônicos são proibidos dentro da cabine.
Para montar a colinha, basta listar, em linhas separadas, os números dos candidatos na sequência exata em que a urna os solicitará. Reserve dois espaços consecutivos para os senadores, pois são duas escolhas distintas. Um modelo oficial disponibilizado pela Justiça Eleitoral pode ser baixado e preenchido com os números reais dos candidatos.
Exemplo de estrutura de colinha:
- Linha 1 – Número do deputado federal
- Linha 2 – Número do deputado estadual ou distrital
- Linha 3 – Número do primeiro senador
- Linha 4 – Número do segundo senador
- Linha 5 – Número do governador (ou cargo equivalente)
- Linha 6 – Número do presidente
Ao chegar à cabine, o eleitor consulta a colinha, digita cada número na ordem correta e confirma. Essa prática simples reduz o estresse e diminui a chance de pressionar “Corrige” ou “Branco” por engano.
Treinando com o simulador da Justiça Eleitoral
A Justiça Eleitoral oferece um simulador online que reproduz fielmente todas as etapas da votação, porém com candidatos fictícios. O recurso é gratuito, acessível via site oficial e pode ser usado quantas vezes o eleitor desejar.
O processo de treinamento está dividido em quatro fases:
- Seleção do cenário: escolha “Eleições Gerais – 1º turno” e, se necessário, o estado ou Distrito Federal.
- Montagem da colinha virtual: o sistema apresenta nomes e números fictícios; o usuário pode clicar ou digitar o número para preenchê‑la.
- Configuração de acessibilidade: habilite a leitura em voz alta da urna, que anuncia o cargo, o número digitado e o nome do candidato.
- Simulação final: a urna virtual aparece, permitindo praticar os botões “Corrige”, “Branco” e “Confirma”, além de conferir a barra de progresso que indica o cargo atual.
Durante a simulação, o eleitor pode experimentar diferentes combinações, observar como a tela reage a erros e se familiarizar com a disposição dos botões. A prática regular aumenta a confiança e diminui a ansiedade no dia da eleição.
Além do primeiro turno, o simulador também disponibiliza cenários para o segundo turno, votação no exterior e eleições municipais, permitindo que o cidadão se prepare para qualquer eventualidade.
Vale lembrar que, embora o simulador utilize números aleatórios, a disciplina de conferir cada informação antes de confirmar permanece a mesma. Essa atenção ao detalhe é crucial para que o voto seja contabilizado e para evitar anulações que poderiam comprometer a representatividade.
Dicas finais para garantir um voto sem contratempos
Chegue à seção eleitoral com antecedência, levando a colinha de papel bem organizada e o documento de identidade. Mantenha o celular guardado conforme orientação dos mesários; o uso de aparelhos eletrônicos dentro da cabine é estritamente proibido.
Ao iniciar a votação, siga a ordem apresentada na tela da urna, consultando a colinha a cada etapa. Se perceber algum erro, use o botão “Corrige” antes de confirmar. Caso não queira votar em determinado cargo, pressione “Branco” e confirme a escolha.
Após concluir todos os votos, a urna exibirá a mensagem de finalização. Não deixe de retirar o comprovante de votação, caso deseje. Por fim, registre sua experiência nas redes sociais, ajudando outros eleitores a se prepararem.








