Renan Santos, candidato da Missão à Presidência da República, realizou neste sábado (12) uma agenda de campanha em Joinville, a maior cidade de Santa Catarina. O evento, que se estendeu da tarde à noite, teve como foco a crítica ao bolsonarismo e a apresentação de propostas de endurecimento das penas para crimes à mão armada. A presença do candidato atraiu apoiadores, lideranças locais e a imprensa regional.
Campanha em Joinville e a agenda de Renan Santos
Ao chegar à cidade, Renan foi recebido por voluntários do partido que organizaram uma série de atividades, incluindo um congresso interno e encontros com representantes de movimentos sociais. O candidato aproveitou o momento para reforçar a necessidade de revisão do pacto federativo, apontando que o estado sofre com a escassez de recursos provenientes da União.
Durante o discurso, ele destacou que Santa Catarina tem sido historicamente negligenciada nas políticas de investimento federal, especialmente em infraestrutura de transportes. Segundo ele, a falta de estradas e ferrovias adequadas compromete a exportação da produção local e aumenta a dependência de outros estados.
O candidato também ressaltou a importância de um sistema de financiamento que permita aos municípios ampliar o monitoramento de áreas de risco e instalar equipamentos de segurança avançados. Essa proposta visa criar uma rede de vigilância integrada entre as polícias estaduais e os órgãos de controle municipal.
Propostas de endurecimento das penas e combate ao crime armado
Renan Santos propôs que o crime de assalto à mão armada passe a ter uma pena mínima de trinta anos de reclusão, sem possibilidade de progressão de regime. Ele afirmou que essa medida colocaria o Brasil entre os países com as punições mais severas para esse tipo de delito.
Além da pena fixa, o candidato defendeu a eliminação da progressão de pena para todos os crimes praticados com uso de arma de fogo, incluindo roubo e latrocínio. Segundo ele, a medida seria um forte elemento dissuasório para quem considera a prática de violência como caminho para obter ganhos rápidos.
Para ilustrar suas propostas, Renan apresentou uma lista de ações prioritárias:
- Instituir a Lei de Responsabilidade Gerencial, que estabelece metas claras para prefeitos e governadores nas áreas de segurança, saúde, educação e saneamento.
- Criação de um fundo nacional de apoio a municípios que adotarem tecnologias de monitoramento em tempo real.
- Ampliação do treinamento especializado de policiais, com foco em táticas de desarmamento e contenção de assaltos à mão armada.
- Implementação de um sistema de comunicação direta entre as forças de segurança e centros de comando regional.
O candidato enfatizou que a combinação de penas mais rígidas e investimento em tecnologia de segurança seria capaz de reduzir drasticamente a incidência de crimes violentos. Ele citou exemplos de países que adotaram políticas semelhantes e observaram queda significativa nos índices de assaltos e homicídios.
Críticas ao bolsonarismo e ao pacto federativo
Renan Santos aproveitou a ocasião para criticar a candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado por Santa Catarina, argumentando que a presença de figuras associadas ao bolsonarismo no cenário político estadual seria prejudicial à democracia. Ele destacou que o bolsonarismo tem promovido discursos de intolerância e enfraquecido as instituições públicas.
O candidato também denunciou o que chamou de “sabotagem institucional” do governo federal, que, segundo ele, retém recursos essenciais e impede a execução de projetos de infraestrutura. Essa postura, afirmou, deixa o estado em desvantagem competitiva frente a outras regiões que recebem investimentos mais consistentes.
Em suas palavras, “Santa Catarina será vista de forma diferente” se houver a implementação das mudanças propostas, incluindo a revisão do pacto federativo para garantir uma distribuição mais justa dos recursos da União. Ele sugeriu a criação de um mecanismo de auditoria independente para monitorar a aplicação dos fundos federais.
Renan concluiu a noite reiterando seu compromisso com a segurança pública, a justiça e a autonomia dos estados. Ele prometeu que, caso eleito, trabalhará incansavelmente para transformar a realidade de Santa Catarina e, por extensão, de todo o Brasil.








