Em 11 de setembro de 2026, a pesquisa Datafolha revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) registram o mesmo índice de rejeição, 46%, entre eleitores de 16 anos ou mais. O levantamento, realizado entre 8 e 10 de setembro, mostra que ambos os candidatos enfrentam resistência equivalente, refletindo um cenário de alta volatilidade nas preferências eleitorais.
Contexto da pesquisa e principais resultados
A amostra contou com 2.002 eleitores distribuídos em 125 municípios, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na simulação do segundo turno, Lula alcançou 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro ficou com 44%, configurando um empate técnico que se repete da rodada anterior.
Os números de rejeição subiram para Lula, que passou de 45% para 46%, e recuaram levemente para Flávio, que diminuiu de 47% para 46%. Ambas as variações permanecem dentro da margem de erro, mas sinalizam que a resistência ao presidente está crescendo, ao passo que a do senador se estabiliza.
Como os demais candidatos se posicionam
Além dos dois líderes da disputa, a pesquisa trouxe dados sobre outros nomes que circulam no cenário político. Apesar de não alterarem o quadro de empate entre Lula e Flávio, esses candidatos apresentam níveis de rejeição relevantes.
- Renan Santos (Missão) – 17% de rejeição;
- Romeu Zema (Novo) – 16% de rejeição;
- Ronaldo Caiado (PSD) – 14% de rejeição;
- Augusto Cury (Avante) – 10% de rejeição, ligeiro aumento em relação à pesquisa anterior.
Esses percentuais indicam que, embora ainda distantes da disputa principal, os candidatos de menor expressão mantêm um grau considerável de desconfiança entre o eleitorado.
Impactos da crise no STF sobre a pesquisa
O período da coleta coincidiu com uma crise institucional que envolve o Supremo Tribunal Federal. Mensagens vazadas do banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes reacenderam um debate sobre a relação entre o STF e a família Bolsonaro. Flávio Bolsonaro, em atos de campanha no dia 7 de setembro, tentou ligar o ministro ao presidente Lula, buscando transformar a disputa judicial em vantagem política.
Além disso, a operação da Polícia Federal autorizada pelo ministro Flávio Dino, que investigou o financiamento do filme “Dark Horse”, reacendeu suspeitas sobre a ligação de Flávio Bolsonaro com Vorcaro. Embora esses acontecimentos não tenham sido capturados integralmente na pesquisa, eles criam um pano de fundo de instabilidade que pode influenciar a percepção dos eleitores nos próximos dias.
O Datafolha, encomendado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, registrou o número de identificação BR‑01833/2026 no TSE, garantindo a transparência e a rastreabilidade dos resultados.
O que o empate na rejeição pode significar para a campanha
O fato de Lula e Flávio Bolsonaro apresentarem o mesmo nível de rejeição sugere que ambos os candidatos precisam redobrar esforços para conquistar eleitores indecisos. Para o presidente, a subida na rejeição pode indicar desgaste associado ao tempo de governo e às controvérsias recentes. Para o senador, a queda marginal pode refletir a eficácia de sua estratégia de atacar o STF e de se posicionar como alternativa ao atual governo.
Analistas apontam que o próximo passo será observar como as campanhas responderão às questões judiciais e à percepção de integridade. Estratégias de comunicação, visitas a estados-chave e alianças partidárias poderão mudar a dinâmica antes da eleição de outubro.
Em resumo, o empate na rejeição entre Lula e Flávio Bolsonaro evidencia um eleitorado dividido e sensível a eventos externos, como a crise no STF. O cenário permanece aberto, e os próximos movimentos de campanha serão decisivos para definir quem conseguirá transformar a resistência em apoio efetivo nas urnas.








