A empresa de pesquisa BTG/Nexus divulgou nesta terça‑feira (8) os resultados preliminares de um levantamento que será concluído na segunda‑feira, 14, para avaliar a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro no eventual segundo turno da eleição presidencial de 2026. O estudo, realizado entre 11 e 13 de outubro, traz novas perguntas sobre a firmeza da escolha dos eleitores e inclui cenários com candidatos adicionais. O objetivo é mapear não só quem lidera, mas também o grau de convicção dos eleitores em relação ao confronto direto.
Metodologia e cronograma da nova pesquisa
A nova rodada da BTG/Nexus segue o mesmo padrão de amostragem das pesquisas anteriores, com entrevistas presenciais e por telefone em todas as regiões do país. O campo foi aberto na sexta‑feira, 11, e encerrado no domingo, 13, garantindo cobertura de fim de semana e evitando viés de horário. Cada entrevista durou cerca de oito minutos, tempo suficiente para registrar a intenção de voto e aprofundar questões comportamentais.
Além da intenção de voto, o questionário introduz duas perguntas inéditas: se o eleitor já tem a decisão final para o segundo turno e, caso ainda possa mudar, qual seria a segunda opção entre Lula, Flávio, voto branco, nulo, abstenção ou indecisão. Essa abordagem permite distinguir entre apoio volátil e apoio consolidado, informação crucial para campanhas que ainda ajustam estratégias.
Resultados preliminares e margem de erro
No levantamento preliminar divulgado na terça‑feira, Flávio Bolsonaro apareceu à frente de Lula pela primeira vez na série BTG/Nexus, com 46% das intenções de voto contra 45% do ex‑presidente. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de ±2 pontos, o que caracteriza um empate técnico. No primeiro turno, Lula liderava com 39% e Flávio registrou 35%, enquanto Augusto Cury ficava em terceiro lugar com 9%.
Esses números indicam que a corrida está extremamente apertada e que pequenos movimentos de eleitores indecisos podem mudar o cenário. A pesquisa também mediu o potencial de voto – a soma de eleitores que consideram o candidato a primeira ou segunda opção – e a rejeição, que permanece alta para ambos os principais candidatos, acima de 49%.
Novas perguntas sobre a decisão definitiva
O ponto central da nova pesquisa é a avaliação da certeza do eleitor quanto à escolha para o segundo turno. Após indicar sua preferência entre Lula e Flávio, o entrevistado responde se a decisão está tomada ou se ainda pode mudar até o fim de outubro. Entre os que admitirem a possibilidade de mudança, a pesquisa oferece um bloco de alternativas para a segunda escolha.
- Lula
- Flávio Bolsonaro
- Voto branco
- Voto nulo
- Abstenção
- Indecisão
Esse indicador ajuda a identificar quais candidatos têm maior capacidade de atrair eleitores que ainda não firmaram a decisão, permitindo que as campanhas ajustem mensagens e alianças nos últimos dias de campanha.
Cenários adicionais e desempenho de outros candidatos
A BTG/Nexus também testou cenários que incluem candidatos de menor expressão nacional, como Augusto Cury, Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Renan Santos e outros nomes regionais. O estudo dividiu os cenários em duas listas: a primeira contém 13 nomes, incluindo Pablo Marçal; a segunda repete a mesma lista, porém sem Pablo Marçal, para observar variações de apoio quando um candidato de menor destaque é removido.
Na rodada anterior, Cury chegou a 45% contra 43% de Lula em um cenário hipotético de segundo turno, novamente configurando empate técnico. Nesta nova pesquisa, ele aparece com 9% no primeiro turno, indicando recuo após o salto anterior.
Além das intenções de voto, o levantamento inclui um bloco dedicado às condições de vida das famílias desde 2023, abordando oito áreas: renda, bem‑estar, saúde, educação, segurança, moradia, acesso à internet e qualidade do transporte. As respostas a esse bloco podem influenciar a percepção de desempenho econômico dos candidatos e, consequentemente, o comportamento eleitoral.
Em resumo, a BTG/Nexus entrega um panorama detalhado que vai além do simples número de votos. Ao combinar intenção, certeza, segunda escolha e avaliação de condições de vida, a pesquisa oferece um mapa complexo das forças e fraquezas de Lula, Flávio e demais concorrentes, permitindo que analistas e campanhas tomem decisões mais embasadas nas semanas finais da disputa presidencial.








