A nova pesquisa eleitoral no Rio de Janeiro começou nesta quarta‑feira, 9 de setembro, e tem como objetivo mensurar a preferência dos eleitores para as duas vagas do Senado que serão disputadas nas eleições de outubro de 2026. O levantamento, realizado pela empresa Real Time Big Data, apresenta aos entrevistados uma lista de 16 nomes e permite a escolha de até dois candidatos.
Como funciona a pesquisa
O método adotado combina entrevistas telefônicas e digitais, utilizando tanto entrevistadores humanos quanto recursos de inteligência artificial para garantir a representatividade da amostra. Serão consultados 2.000 eleitores em todo o estado do Rio de Janeiro, distribuídos entre os dias 9 e 12 de setembro.
Os participantes responderão duas perguntas sequenciais: primeiro, indicarão qual seria o seu primeiro voto para o Senado; em seguida, escolherão o segundo candidato. Caso não tenham preferência, podem optar por voto branco, nulo ou simplesmente declarar que não sabem.
A margem de erro estimada é de até 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, parâmetros considerados padrão para pesquisas de grande abrangência.
Os principais nomes testados
Entre os candidatos que aparecem na lista, destacam‑se figuras de diferentes partidos e perfis políticos, refletindo a diversidade de opções que os eleitores do estado terão nas urnas. A presença de nomes conhecidos pode influenciar a dinâmica da corrida, especialmente nas primeiras semanas de campanha.
- Benedita da Silva (PT)
- Carlos Jordy (PL)
- Carlos Portinho (PL)
- Marcelo Crivella (Republicanos)
- Pedro Paulo (PSD)
- Monica Benício (PSOL)
Além desses seis, o questionário inclui outros dez candidatos, ampliando o leque de possibilidades e permitindo que eleitores menos familiarizados com a disputa também encontrem opções alinhadas às suas convicções.
- Waguinho (Republicanos)
- Comandante Ribeiro Afonso (Democrata)
- Hélio Secco (Missão)
- Luciano Mattos (PRTB)
- Luiz Eugênio (PCO)
- Marcos Dias (Podemos)
- Michelly Xavier (UP)
- Ó Clemente (Democrata)
- Paula Falcão (PSTU)
- Vinícius Benevides (UP)
Expectativas para os resultados
Os resultados da pesquisa serão divulgados na segunda‑feira, 14 de setembro, e deverão oferecer um panorama inicial sobre a força dos candidatos nas urnas. Analistas políticos costumam observar a primeira onda de dados para identificar tendências, possíveis alianças e áreas de vulnerabilidade.
É importante lembrar que a pesquisa ainda está em fase de coleta e que as preferências podem mudar ao longo da campanha, especialmente após debates, entrevistas e a divulgação de propostas concretas.
Além disso, a possibilidade de voto em branco ou nulo, bem como a parcela de eleitores indecisos, pode ter impacto significativo no cálculo final das vagas, sobretudo em uma disputa tão competitiva como a do Rio de Janeiro.
Impacto da pesquisa no cenário político
Os partidos envolvidos monitoram de perto esses números, pois eles orientam estratégias de mobilização, investimentos em mídia e definição de alianças regionais. Um desempenho sólido nas primeiras pesquisas pode atrair apoio de lideranças e recursos financeiros adicionais.
Por outro lado, candidatos que apresentarem resultados abaixo das expectativas podem reconsiderar suas estratégias, reforçar a presença em bases tradicionais ou buscar novas coligações para ampliar sua visibilidade.
Especialistas apontam que a presença de figuras como Benedita da Silva e Marcelo Crivella traz um peso histórico ao pleito, enquanto nomes mais recentes, como Carlos Jordy e Carlos Portinho, representam a renovação de lideranças dentro de seus respectivos partidos.
O cenário ainda é dinâmico, e a proximidade da data de divulgação dos resultados aumenta a atenção da imprensa e do público, que aguardam indicadores claros sobre quem tem maior chance de garantir uma das duas vagas senatorias.
Como a pesquisa será utilizada pelos candidatos
Cada campanha pode usar os dados para ajustar mensagens, identificar regiões onde o apoio ainda é fraco e direcionar esforços de campanha de forma mais eficaz. O feedback dos eleitores também auxilia na construção de propostas que respondam a demandas específicas da população.
Além disso, a possibilidade de comparar o desempenho em diferentes municípios e bairros permite que os candidatos priorizem visitas, eventos e encontros com lideranças locais, buscando consolidar bases de apoio.
Em um estado tão diverso como o Rio de Janeiro, onde há contrastes marcantes entre áreas urbanas, suburbanas e rurais, a segmentação dos resultados pode revelar padrões de voto que influenciem a alocação de recursos de campanha.
Por fim, a divulgação pública dos números pode gerar pressão sobre candidatos menos favorecidos, incentivando-os a intensificar suas estratégias ou a buscar alianças inesperadas para melhorar sua posição nas pesquisas subsequentes.








