A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quarta‑feira, 9 de junho, a determinação de recolhimento de diversos suplementos alimentares que apresentavam irregularidades na documentação e faziam promessas terapêuticas não autorizadas. A medida afeta produtos das empresas Diamond Expert Brasil Importação e Exportação Ltda. e LHS Indústria e Comércio de Alimentos Ltda., que comercializam cápsulas e formulações voltadas ao cuidado das articulações.
Motivos que levaram ao recolhimento
A Anvisa apontou que as empresas não entregaram estudos de estabilidade que comprovassem a manutenção da segurança, composição e qualidade dos suplementos até o fim de seu prazo de validade. Sem esses dados, não há garantia de que o produto permanecerá inalterado durante o consumo.
Além da falta de documentação, os rótulos continham declarações de ação terapêutica, como “regeneração da cartilagem” e “prevenção de artrite”, o que é proibido para suplementos alimentares, pois eles não podem se apresentar como medicamentos.
Produtos específicos afetados
Na Diamond Expert Brasil, o recall abrange o suplemento em cápsulas Expert Berlian, bem como as variações Expert Diamond e Expert Diamond Plus. A notificação oficial da Anvisa foi cancelada em 25/01/2025, indicando que a empresa não regularizou a situação.
Já a LHS Indústria e Comércio de Alimentos tem todos os itens da linha Nutra Senior incluídos na decisão. A seguir, a lista dos produtos que deverão ser retirados das prateleiras:
- Nutra Senior Cartilagem Plus
- Nutra Senior Flexibilidade
- Nutra Senior Ômega 3
- Nutra Senior Vitaminas Complexas
Esses suplementos permanecem à venda no mercado, mas a agência determina que não podem mais ser distribuídos, divulgados ou utilizados até que a regularização seja concluída.
Regulamentação da Anvisa para suplementos
Desde 2018, a Anvisa mantém regras claras para a fabricação, registro e rotulagem de suplementos alimentares. Cada ingrediente deve estar presente em uma lista de substâncias autorizadas, e os rótulos precisam indicar claramente a finalidade nutricional, sem prometer curas ou prevenção de doenças.
A diretriz de 1999 proíbe que produtos não classificados como medicamentos façam “alegações de saúde que façam referência à cura ou prevenção de doenças”. Essa norma visa proteger o consumidor de informações enganosas que possam induzir ao uso inadequado.
Em perguntas e respostas disponíveis no site da Anvisa, a agência reforça que suplementos são destinados a pessoas saudáveis que buscam complementar a alimentação com nutrientes, enzimas ou probióticos, e não a tratar condições clínicas específicas.
Impacto para o consumidor e recomendações
Para quem já adquiriu algum dos suplementos citados, a Anvisa recomenda interromper o consumo imediatamente e procurar a empresa para solicitar o reembolso ou a troca por produtos que estejam em conformidade com a legislação.
Os consumidores também devem ficar atentos a rótulos que prometem efeitos como “anti‑inflamatório”, “cura da artrite” ou “alívio da fibromialgia”. Tais afirmações são indicativo de que o produto pode estar infringindo as normas sanitárias.
A agência disponibiliza uma página dedicada aos suplementos alimentares, onde é possível consultar informações sobre rotulagem correta, benefícios comprovados e cuidados com propagandas enganosas. A leitura desse material ajuda a identificar produtos confiáveis e a evitar fraudes.
Em resumo, a ação da Anvisa demonstra o compromisso da agência em garantir a segurança dos alimentos e a transparência nas informações oferecidas ao público. O recolhimento dos suplementos citados reforça a necessidade de que fabricantes cumpram rigorosamente as exigências técnicas e de comunicação.
Os profissionais de saúde, nutricionistas e farmacêuticos têm papel fundamental ao orientar pacientes sobre o uso adequado de suplementos, enfatizando que a suplementação não substitui uma dieta equilibrada nem tratamento médico quando necessário.
Fique atento às atualizações da Anvisa e verifique sempre a procedência dos produtos antes de adquiri-los. A vigilância sanitária continuará monitorando o mercado para coibir práticas que coloquem em risco a saúde da população.








