Na manhã da última terça-feira (8), um problema técnico na NATS, empresa responsável pelo controle de tráfego aéreo britânico, interrompeu a operação normal de milhares de voos. O incidente afetou os principais aeroportos do Reino Unido, gerando cancelamentos e atrasos que se estenderam por várias horas. Passageiros e companhias aéreas relataram caos nos terminais e nas pistas de decolagem.
Impacto nos principais aeroportos
Heathrow, o maior hub da Grã‑Bretanha, foi o mais atingido, registrando cerca de 100 cancelamentos e 367 atrasos, segundo a plataforma FlightAware. O aeroporto de Gatwick também sofreu fortes impactos, com 250 voos atrasados, representando aproximadamente 31% do total de partidas previstas.
Outros terminais que relataram interrupções incluem:
- Aeroporto de Stansted
- Aeroporto de Manchester
- Aeroporto de Luton
- Aeroporto de Birmingham
- Aeroportos escoceses de Aberdeen e Glasgow
Mesmo aeroportos fora da Grã‑Bretanha, como Dublin, na Irlanda, informaram atrasos e cancelamentos devido à interdependência dos sistemas de voo europeus.
Reação das companhias aéreas
A British Airways confirmou que seus voos foram diretamente afetados, oferecendo reacomodação e reembolso aos passageiros impactados. A EasyJet, por sua vez, declarou que a falha provocou atrasos em toda a Europa, ressaltando a necessidade de ajustes operacionais.
Ryanair, Wizz Air e Virgin Atlantic ainda não haviam emitido declarações oficiais no momento da publicação, mas fontes internas indicam que as empresas estão avaliando o custo financeiro do incidente.
Executivos do setor apontam que a interrupção pode gerar perdas superiores a 100 milhões de libras, considerando reembolsos, indenizações e o impacto na confiança dos viajantes.
Contexto e consequências
Esta não é a primeira vez que a NATS enfrenta problemas críticos. Em 2023, o órgão regulador britânico exigiu que a empresa revisasse seus planos de contingência após falhas no processamento automático de planos de voo que causaram caos nos aeroportos.
Em julho do ano passado, uma falha no radar do sistema de controle interrompeu voos por mais de quatro horas, afetando principalmente Londres e aeroportos regionais.
Especialistas em aviação alertam que a recorrência de falhas pode exigir investimentos significativos em atualização de software e hardware, bem como em treinamento de pessoal para lidar com situações de emergência.
Enquanto a NATS trabalha para restabelecer a normalidade, autoridades aeroportuárias recomendam que os passageiros verifiquem o status dos voos antes de se dirigirem aos terminais e considerem alternativas de viagem.








