Na quinta‑feira, 5 de outubro, a senadora Tereza Cristina (PP‑MS) anunciou que pretende encontrar o ex‑presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar em Brasília, para discutir a corrida ao comando do Senado que se iniciará em fevereiro de 2027.
Contexto da disputa pelo Senado
A eleição para presidente da Casa será realizada em 1º de fevereiro de 2027, quando os 81 senadores deverão escolher, por voto secreto, quem liderará a maioria das atividades legislativas nos próximos dois anos.
O atual presidente, Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP), busca a reeleição com apoio do governo Lula, enquanto a oposição tenta consolidar um candidato capaz de romper esse bloqueio.
Do lado da oposição, duas candidaturas se destacam: a de Tereza Cristina, do Progressistas, e a de Rogério Marinho (PL‑RN), líder da bancada opositora. Ambos têm buscado apoio entre os partidos de direita e centro‑direita.
Encontro proposto entre Tereza Cristina e Jair Bolsonaro
Durante o jantar de gala da Câmara de Comércio França‑Brasil, no hotel Rosewood, em São Paulo, Tereza Cristina foi questionada sobre a possibilidade de abrir mão da candidatura caso Bolsonaro pedisse apoio a Rogério Marinho.
A parlamentar respondeu que ainda não sabe se o ex‑presidente faria tal pedido, mas que já havia solicitado a oportunidade de encontrá‑lo em diversas ocasiões.
“Pretendo apresentar ao presidente minha avaliação sobre a disputa e ouvir o que ele tem a dizer”, afirmou a senadora, que recebeu o Prêmio Personalidade do Ano 2026 naquele mesmo evento.
O ex‑mandatário, que cumpre prisão domiciliar, teria que autorizar a visita por meio de decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, conforme pedido feito pela defesa de Bolsonaro.
Estratégias e alianças da oposição
Tereza Cristina e Rogério Marinho têm mantido diálogos constantes desde o início da campanha, mas ainda não definiram quem cederá a candidatura.
Ambos defendem a necessidade de unificar a oposição para garantir a vitória sobre Alcolumbre, que conta com o apoio do Executivo.
Segundo a senadora, a estratégia do campo é “ganhar o Senado”, e isso pode exigir negociações delicadas entre os líderes oposicionistas.
Os principais atores da disputa são:
- Tereza Cristina (PP‑MS)
- Rogério Marinho (PL‑RN)
- Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP)
- Jair Bolsonaro (PL)
- Partidos de direita e centro‑direita
Enquanto isso, a defesa de Bolsonaro tem buscado garantir que a reunião entre ele, Tereza e Marinho ocorra de forma legal, pedindo autorização ao STF.
Próximos passos e calendário da eleição
O calendário oficial prevê a votação em 1º de fevereiro de 2027, com a necessidade de ao menos 41 votos para vencer.
Nos próximos meses, espera‑se que Tereza Cristina e Rogério Marinho definam suas posições, possivelmente após a reunião com Bolsonaro, caso esta seja autorizada.
Além disso, a bancada opositora deverá intensificar a busca por alianças com partidos que ainda não declararam apoio, a fim de montar um bloco sólido contra Alcolumbre.
Os analistas políticos apontam que a decisão de quem abrirá mão da candidatura pode ser tomada nas semanas que antecedem a votação, quando os senadores começarão a fazer suas declarações de voto.
Em resumo, a disputa pelo comando do Senado está em fase de intensas negociações, com Tereza Cristina tentando usar a influência de Bolsonaro para fortalecer sua posição ou, alternativamente, para facilitar um acordo com Rogério Marinho.








