Na primeira semana de setembro, o candidato do Avante, Augusto Cury, consolidou a terceira posição nas pesquisas presidenciais, ficando atrás apenas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL). O salto foi registrado pelos cinco maiores institutos de sondagem do país, que divulgaram seus levantamentos entre os dias 20 e 27 de setembro.
Crescimento acelerado nas principais pesquisas
Os números mostram um aumento expressivo em curtos intervalos de tempo. Na BTG/Nexus, Cury passou de 2% para 11% em apenas uma semana, o que representa um ganho de nove pontos percentuais. O Datafolha registrou um salto de 2% para 8% no mesmo período, enquanto o AtlasIntel elevou sua marca de 3% em julho para 7,8% agora.
Esses avanços não são isolados; eles aparecem simultaneamente em institutos com metodologias distintas, o que reforça a credibilidade da tendência. A Real Time Big Data e a Quaest também colocaram Cury acima dos 10% nas últimas medições, indicando que o candidato está ganhando força em diferentes segmentos do eleitorado.
- BTG/Nexus: 11%
- Real Time Big Data: 11%
- Quaest: 10%
- Datafolha: 8%
- AtlasIntel: 7,8%
Esses percentuais são os mais altos já observados para o representante do Avante nas pesquisas nacionais, e todos eles ultrapassam a marca de dois dígitos, algo que ainda não ocorria nas rodadas anteriores.
Comparativo de números entre os candidatos
Mesmo com o salto, a distância entre Cury e os dois líderes ainda é considerável. Na BTG/Nexus, Lula lidera com 39% e Flávio Bolsonaro registra 33%, enquanto Cury ocupa 11%. Na Quaest, os números são 37% para Lula, 29% para Flávio e 10% para Cury.
No Datafolha, a diferença permanece similar: Lula 38%, Flávio 33% e Cury 8%. O AtlasIntel apresenta Lula com 43,4%, Flávio com 33,7% e Cury com 7,8%. Esses dados revelam que, embora Cury tenha avançado, ele ainda está a mais de 20 pontos percentuais dos líderes.
Rejeição e perspectiva de futuro
Um aspecto que favorece o candidato do Avante é a taxa de rejeição, que se mostra menor que a dos concorrentes mais bem posicionados. No AtlasIntel, 18,5% dos entrevistados rejeitaram Cury, enquanto Lula e Flávio tiveram rejeição de 52% e 52,7%, respectivamente.
Na Real Time Big Data, a rejeição de Cury foi de 28%, contrastando com 50% para Lula e Flávio. Essa diferença indica que, apesar da diferença de intenção de voto, Cury tem uma imagem menos polarizada, o que pode facilitar a captação de eleitores indecisos nas próximas semanas.
Especialistas apontam que a combinação de crescimento rápido e menor rejeição pode criar um efeito de bola de neve, especialmente se a campanha conseguir transformar a visibilidade em propostas concretas que ressoem com o eleitorado de centro‑direita e de centro‑esquerda.
Impacto na disputa intermediária
A terceira posição, antes disputada por nomes como Ronaldo Caiado, Renan Santos e Romeu Zema, agora pertence a Augusto Cury. Essa mudança altera o mapa da faixa intermediária da corrida presidencial, forçando os demais candidatos a reconsiderarem suas estratégias de alianças e de discurso.
Os cinco institutos que divulgaram os levantamentos convergem ao colocar Cury na terceira colocação, reforçando a ideia de que o avanço não é fruto de um viés metodológico, mas de um fenômeno real de apoio crescente. As séries históricas da BTG/Nexus, Datafolha e AtlasIntel mostram ainda que o candidato tem mantido um ritmo de crescimento consistente nas últimas semanas.
Entretanto, os analistas alertam que a manutenção desse impulso depende de fatores externos, como a agenda de debates, a presença nas mídias sociais e a capacidade de mobilizar bases regionais. A próxima fase da campanha será decisiva para transformar o salto de intenção de voto em votos efetivos nas urnas.
Em síntese, Augusto Cury conseguiu romper a barreira dos dois dígitos nas pesquisas, consolidando-se como o terceiro candidato mais votado na primeira semana de setembro. O cenário ainda apresenta uma distância significativa em relação a Lula e Flávio, mas a combinação de crescimento rápido e baixa rejeição coloca o candidato do Avante como um ator relevante na disputa presidencial de 2024.








