Apple lançou nesta quarta‑feira (28) seu primeiro notebook com tela sensível ao toque, o MacBook Pro, em um evento transmitido ao vivo para o mundo inteiro. O aparelho já está disponível nas lojas oficiais da Apple no Brasil, com preços que variam de R$ 35 mil até quase R$ 180 mil, dependendo da configuração escolhida.
Design e especificações técnicas
O novo MacBook Pro chega em duas opções de tamanho de tela: 14 polegadas e 16 polegadas, ambas equipadas com a tecnologia PROLED XDR. Essa tela sensível ao toque foi desenvolvida para oferecer cores mais vibrantes, contraste elevado e tempo de resposta quase instantâneo.
Por dentro, o notebook traz duas famílias de processadores Apple Silicon: o M5 Pro e o M5 Max. O M5 Pro é indicado para fluxos de trabalho exigentes, enquanto o M5 Max promete desempenho ainda maior para tarefas de renderização e edição de vídeo em alta resolução.
Além do poder de processamento, a Apple reduziu a espessura e o peso do aparelho, tornando‑o mais fino e leve que os modelos anteriores. As bordas da tela foram afinadas, proporcionando mais área útil de visualização e um visual mais moderno.
Um ponto de destaque é a bateria, que a empresa afirma durar até 24 horas em uso contínuo, graças à eficiência energética dos chips M5 e ao gerenciamento avançado do macOS.
Experiência de toque e software
O recurso de toque, chamado de PROLED XDR, está integrado ao painel da tela, o que elimina atrasos entre o contato do usuário e a resposta visual. Segundo a Apple, isso cria a sensação de “tocar diretamente no conteúdo”, facilitando a manipulação de elementos gráficos e de texto.
Johny Srouji, diretor de hardware da Apple, destacou que o novo MacBook Pro representa “uma forma totalmente nova para os profissionais interagirem com seu conteúdo, levando seus fluxos de trabalho a um nível completamente novo”.
O macOS já vem preparado para reconhecer toques e convertê‑los automaticamente em cliques, permitindo que usuários acostumados ao iPad ou ao iPhone aproveitem a mesma lógica de interação.
Além disso, a Apple garantiu que seus aplicativos nativos – como Final Cut Pro, Logic Pro, Pages e Keynote – foram otimizados para aproveitar a camada de toque, oferecendo recursos como arrastar‑e‑soltar com os dedos e gestos de zoom intuitivos.
Aplicativos de terceiros também já recebem suporte. A lista inclui:
- Notion
- Canva
- Zoom
- Microsoft Word, Excel, PowerPoint e Outlook
- Adobe Lightroom
- DaVinci Resolve
- Blender
- Maxon Cinema 4D
- Maxon ZBrush
- Shapr3D
- Algoriddim Djay Pro
Esses programas foram adaptados para reconhecer toques como comandos de clique, o que simplifica a edição de documentos, projetos gráficos e produções de áudio‑visual.
Preços, configurações e opções de upgrade
No Brasil, o MacBook Pro tem quatro faixas de preço principais. A versão de entrada, com tela de 14 polegadas, chip M5 Pro, 16 GB de RAM e 512 GB de SSD, custa aproximadamente R$ 35 mil. Já a configuração mais avançada, de 16 polegadas, chip M5 Max, 64 GB de RAM e 4 TB de SSD, chega a R$ 180 098,80.
Além das diferenças de tamanho e processador, os consumidores podem escolher entre várias opções de armazenamento, que vão de 512 GB a 8 TB, e diferentes quantidades de memória RAM, que chegam a 96 GB nos modelos top de linha.
Para quem precisa de softwares especializados, a Apple oferece a possibilidade de adquirir licenças adicionais de edição de vídeo e áudio, que podem elevar o custo final em mais de R$ 6 mil. Também é possível contratar a garantia estendida AppleCare+, que aumenta a cobertura de assistência técnica.
Os usuários que desejam personalizar ainda mais o notebook podem optar por acessórios como o Magic Keyboard com Touch ID, o Magic Trackpad de segunda geração e adaptadores Thunderbolt 4, que são vendidos separadamente.
Impacto no mercado profissional
Com a introdução do toque no MacBook Pro, a Apple entra oficialmente em um segmento dominado até agora por concorrentes que já oferecem laptops híbridos, como a Microsoft com a linha Surface. A estratégia parece focada em atrair profissionais criativos que buscam a combinação de potência de um laptop tradicional com a interatividade de um tablet.
Especialistas apontam que a integração profunda entre hardware Apple Silicon, macOS e aplicativos de terceiros pode criar um ecossistema fechado, mas extremamente eficiente, reduzindo a necessidade de dispositivos adicionais.
Para designers, editores de vídeo e desenvolvedores, a capacidade de alternar rapidamente entre gestos de toque e comandos de teclado pode acelerar fluxos de trabalho que antes exigiam duas máquinas distintas.
Entretanto, o preço elevado levanta dúvidas sobre a adoção em massa, principalmente em mercados emergentes. A Apple parece estar direcionando o produto a empresas e profissionais que podem justificar o investimento com base em ganhos de produtividade.
Analistas de mercado preveem que, nos próximos anos, outras fabricantes podem seguir o exemplo da Apple, lançando laptops com telas sensíveis ao toque otimizadas para softwares profissionais, intensificando a competição por inovação.
Enquanto isso, a Apple continua a reforçar sua proposta de valor: oferecer um dispositivo premium que combina design refinado, desempenho de ponta e uma experiência de usuário única, agora ampliada pelo toque.








