Na última sexta-feira, 23 de outubro de 2026, a Apple lançou oficialmente o iPhone Duo, seu primeiro smartphone com tela dobrável, disponível nas principais lojas ao redor do mundo. O aparelho chegou ao mercado prometendo combinar a funcionalidade de um celular e de um tablet, mas já gera dúvidas entre especialistas e consumidores.
Design inovador e a questão do vinco
O iPhone Duo apresenta um formato que lembra um passaporte, similar ao Galaxy Z Fold 8, e traz um vinco central quase imperceptível. A revista Wired elogiou a nanotextura que dispersa a luz, reduzindo reflexos na região da dobra.
Entretanto, o Tom’s Guide observou que o vinco ainda pode ser visto sob certos ângulos e condições de iluminação. Testes de resistência realizados pelo Android Authority, com 10.500 ciclos de abertura e fechamento, mostraram que o vinco se aprofundou, embora a dobradiça continuasse operando normalmente.
Além disso, relatos de telas rachadas próximos à dobradiça surgiram poucos dias após o lançamento, segundo o Tom’s Guide. Ainda não há consenso sobre a extensão do problema, mas as primeiras falhas levantam questões sobre a durabilidade a longo prazo.
Desempenho, preço e concorrência
Equipado com o novo chip A20, o iPhone Duo oferece potência para tarefas exigentes, mas seu preço de US$ 1.999 posiciona o dispositivo como um item premium. Esse valor pode afastar usuários que não necessitam da combinação de funções de celular e tablet.
Em avaliação da Wired, o aparelho recebeu nota 7 de 10, destacando a construção robusta e a dobradiça, porém apontando peso elevado (254 g) e falta de otimização de aplicativos como pontos fracos. A comparação com concorrentes como Samsung, Xiaomi e Huawei evidencia que o Duo ainda tem espaço para melhorar.
A seguir, alguns aspectos positivos e negativos apontados pelos testes:
- Prós: tela de 7,6 polegadas, chip A20, integração avançada com Apple Intelligence e Siri AI.
- Contras: vinco visível em certas condições, relatos de rachaduras, aquecimento acima da média e preço elevado.
O aquecimento foi destacado pelo Tom’s Guide, que registrou temperaturas alguns graus superiores às do Galaxy Z Fold 8 durante tarefas intensas. O sistema de dissipação distribui o calor, mas o desconforto persiste em uso prolongado.
Experiência de uso e limitações de software
O The Verge apontou que muitos aplicativos ainda não aproveitam a tela interna de 7,6 polegadas, mantendo barras pretas e layouts projetados para smartphones convencionais. Essa falta de adaptação reduz o espaço útil e compromete a proposta de produtividade do Duo.
Além disso, a multitarefa no iOS 27 apresenta restrições: não é possível ajustar livremente a proporção das janelas divididas nem abrir um terceiro aplicativo flutuante, ao contrário dos dispositivos Android dobráveis. Essa limitação impede que o Duo alcance todo o seu potencial como ferramenta de trabalho.
O uso prolongado da câmera, especialmente com as duas telas ativadas, também eleva a temperatura do aparelho, conforme relatado pelo The Verge. Esse aquecimento pode gerar lentidão perceptível e afetar a experiência do usuário.
Em resumo, o iPhone Duo traz inovações significativas, mas ainda enfrenta desafios técnicos e de preço que podem limitar sua adoção massiva. A Apple precisará aprimorar a durabilidade da dobradiça, otimizar aplicativos e ajustar a estratégia de preço para competir efetivamente no mercado de smartphones dobráveis.








