Uma nova iniciativa da rede de medicina reprodutiva FertGroup chegou ao mercado neste mês, oferecendo um check‑up de fertilidade focado em mulheres entre 28 e 35 anos nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Teresina e Palmas. O serviço combina consulta médica, ultrassom transvaginal e dosagem do hormônio antimülleriano (AMH) em uma única visita, permitindo que a mulher conheça sua reserva ovariana de forma prática e rápida.
O que inclui o check‑up de fertilidade
O pacote disponibilizado pela FertGroup reúne três procedimentos essenciais: a avaliação clínica feita por um especialista em reprodução assistida, o ultrassom transvaginal para contar os folículos antrais e o exame de sangue que mede o nível de AMH. Cada etapa foi pensada para gerar informações complementares sobre a quantidade e a qualidade dos óvulos ainda presentes nos ovários.
O ultrassom transvaginal permite a visualização direta dos folículos, que são pequenas bolsas de líquido onde os óvulos se desenvolvem. Já o teste de AMH, realizado com a tecnologia AFIAS, utiliza apenas uma gota de sangue coletada na ponta do dedo e entrega o resultado em cerca de doze minutos.
Todo o processo ocorre em uma única consulta, eliminando a necessidade de retornos para buscar resultados. Caso os resultados indiquem a necessidade de aprofundamento, a paciente pode ser encaminhada para exames adicionais, como avaliação do útero, tubas uterinas ou até mesmo a fertilidade do parceiro.
Por que avaliar a reserva ovariana é importante
A reserva ovariana representa o número total de óvulos que ainda permanecem nos ovários de uma mulher. Diferente de outras células do corpo, os óvulos são formados antes do nascimento e não são produzidos ao longo da vida. Por isso, a quantidade disponível diminui progressivamente com a idade, afetando tanto a quantidade quanto a qualidade dos óvulos.
Embora a queda seja mais pronunciada a partir dos 35 anos, a avaliação precoce entre 28 e 35 anos pode oferecer uma janela de oportunidade para decisões mais informadas. Conhecer o status da reserva ovariana permite que a mulher planeje a gravidez no curto prazo ou considere estratégias de preservação, como o congelamento de óvulos.
Além de orientar o momento ideal para tentar engravidar, o check‑up também pode reduzir a ansiedade ao transformar a incerteza em dados concretos, proporcionando maior autonomia e tranquilidade durante o processo de planejamento familiar.
Fatores que podem influenciar a fertilidade
Vários aspectos do estilo de vida e da saúde geral podem impactar a capacidade de gerar um embrião saudável. Entre os principais fatores de risco estão o excesso de peso, disfunções da tireoide, alimentação rica em alimentos ultraprocessados e a exposição frequente a substâncias químicas nocivas.
- Obesidade e sobrepeso podem alterar os níveis hormonais e reduzir a qualidade dos óvulos.
- Distúrbios da tireoide interferem no ciclo menstrual e na ovulação.
- Dietas ricas em açúcar e gorduras trans aumentam o estresse oxidativo nos ovários.
- Exposição a pesticidas, ftalatos e bisfenol A pode prejudicar a função ovariana.
Ao identificar esses fatores, a equipe da FertGroup pode oferecer recomendações personalizadas, como ajustes nutricionais, prática regular de exercícios e, se necessário, encaminhamentos para tratamento de condições clínicas subjacentes.
Como o serviço pode mudar a cultura de planejamento reprodutivo
Historicamente, a saúde reprodutiva tem sido discutida principalmente quando surgem dificuldades para engravidar. Chris Rego, CEO da FertGroup, enfatiza que a proposta do check‑up é inverter essa lógica, trazendo a informação para o momento da decisão consciente.
Ao disponibilizar um diagnóstico rápido e acessível, a empresa espera estimular uma mudança cultural no Brasil, onde a mulher possa planejar a maternidade com base em dados reais e não apenas em suposições. O preço de R$ 299,99 foi estabelecido para tornar o serviço viável para um público amplo, sem comprometer a qualidade dos exames.
Com a possibilidade de expansão nacional, a FertGroup pretende levar essa abordagem preventiva a outras regiões, contribuindo para que mais mulheres tenham acesso a informações que favoreçam a autonomia sobre seu próprio corpo e futuro familiar.








