Angélica Morango, fundadora da produtora All In, retomou suas atividades em março de 2026 após ter seus perfis no Instagram e no Threads suspensos. O revés ocorreu em São Paulo, onde a empresa mantém sua sede, e afetou milhares de seguidores e parceiros.
Retorno das redes e ação judicial
Com a perda repentina das contas, Angélica descreveu um choque emocional intenso, já que as plataformas funcionavam como vitrine da produtora e canal direto de comunicação. A suspensão interrompeu o contato com mais de 125 mil pessoas, reduzindo drasticamente o fluxo de assinantes e, consequentemente, o faturamento.
Para enfrentar a situação, a criadora ingressou com uma ação judicial contra a Meta, alegando falta de transparência quanto ao motivo do banimento. Até o momento, o processo ainda está em tramitação e a recuperação dos perfis permanece incerta.
Além do aspecto financeiro, Angélica ressaltou o impacto na reputação da All In, que havia consolidado sua marca ao longo de 13 anos de investimento em publicidade e diversificação de produtos. Ela comparou a experiência a uma loja que desaparece da noite para o dia, deixando clientes e fornecedores sem explicação.
Estratégia de diversificação e nova assessoria
Com a lição aprendida, a produtora adotou uma estratégia de redução da dependência das plataformas da Meta. Angélica contratou uma assessoria especializada em comunicação multicanal para garantir presença constante em diferentes meios digitais.
A nova abordagem inclui a criação de newsletters, canais no Telegram, podcasts e um site próprio com área de membros. Essa diversificação visa manter o engajamento do público mesmo que alguma rede social venha a apresentar instabilidade.
Os resultados da primeira fase de diversificação já são perceptíveis. Confira alguns marcos alcançados pela All In nos últimos 18 meses:
- 13 curtas-metragens produzidos com padrão cinematográfico.
- 7 minidocumentários que exploram temáticas adultas de forma educativa.
- Expansão da base de assinantes em 22% através de canais alternativos.
- Parcerias firmadas com estúdios independentes de quatro estados brasileiros.
Esses números demonstram que a produtora conseguiu transformar a crise em oportunidade de crescimento, reforçando sua identidade e ampliando seu alcance.
Lançamento do game interativo e planos futuros
A grande novidade anunciada por Angélica é um game interativo e seriado, pensado exclusivamente para o público adulto. O projeto combina sensualidade, narrativa cinematográfica e mecânicas de jogo que permitem ao usuário influenciar o desenrolar da história.
O objetivo é oferecer entretenimento que vá além do conteúdo sexual explícito, explorando temas de relacionamento, poder e descoberta pessoal. O game será desenvolvido em parceria com estúdio de jogos independentes e contará com produção de áudio e vídeo de alta qualidade.
O centro de produção continuará em São Paulo, mas a All In planeja ampliar as locações para outros estados a partir de 2027, incluindo Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. Essa expansão permitirá a captura de diferentes cenários culturais e a inclusão de novos talentos locais.
Além do game, a produtora tem em pauta a criação de séries curtas que serão distribuídas em plataformas de streaming independentes. A estratégia de lançamento inclui campanhas de pré-venda, eventos ao vivo e colaborações com influenciadores do segmento adulto.
Angélica conclui que o maior aprendizado foi a necessidade de diversificar canais e investir em propriedade intelectual própria. “Transformar a perda em impulso para inovar é o que nos mantém relevantes”, afirma a fundadora.








