Home / Saúde / Isis Valverde enfrenta baixa reserva ovariana durante nova tentativa de gestação

Isis Valverde enfrenta baixa reserva ovariana durante nova tentativa de gestação

A atriz Isis Valverde iniciou, em junho de 2024, um novo ciclo de tentativa de gestação, agora ao lado do marido Marcus Buaiz. O processo, que ocorre em São Paulo, revelou, após alguns meses de dificuldade, um diagnóstico de baixa reserva ovariana.

Diagnóstico e causas da baixa reserva ovariana

Depois de perceber que a concepção não ocorria no ritmo esperado, Isis procurou um especialista em reprodução humana. Os exames iniciais descartaram a possibilidade de menopausa precoce, mas apontaram uma quantidade de óvulos inferior ao esperado para sua faixa etária.

A causa principal foi identificada como a doença celíaca, condição crônica que Isis convive há anos. A inflamação intestinal causada pela intolerância ao glúten pode interferir na produção hormonal e, consequentemente, na qualidade e quantidade dos folículos ovarianos.

A ginecologista Maria do Carmo, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, enfatiza que a avaliação da reserva ovariana é fundamental para o planejamento reprodutivo. “Uma reserva menor não impede a gravidez, mas indica que o corpo dispõe de menos óvulos disponíveis”, explica a especialista.

Além da celíase, outros fatores podem reduzir a reserva ovariana, como histórico familiar, uso prolongado de contraceptivos hormonais, cirurgias ovarianas e exposição a toxinas ambientais. Cada caso deve ser analisado dentro do contexto individual da mulher.

Exames essenciais para avaliar a fertilidade

Para determinar a reserva ovariana, os médicos utilizam dois exames principais que podem ser realizados de forma complementar.

  • Hormônio antimülleriano (AMH): medido a partir de uma amostra de sangue, indica a quantidade de folículos que ainda permanecem nos ovários.
  • Contagem de folículos antrais (CFA): realizada por ultrassonografia no início do ciclo menstrual, visualiza os pequenos folículos presentes nos ovários.

Ambos os exames oferecem informações valiosas, mas precisam ser interpretados com cautela. O uso de anticoncepcionais, DIU hormonal ou implantes pode reduzir temporariamente os níveis de AMH, gerando resultados subestimados.

Maria do Carmo alerta que o resultado desses exames não determina, por si só, a probabilidade de uma gravidez bem‑sucedida. Eles servem como indicadores que ajudam a escolher a estratégia de tratamento mais adequada.

Outros exames complementares podem incluir a dosagem de hormônios foliculares (FSH), a avaliação da reserva uterina por histerossalpingografia e testes genéticos quando houver histórico de infertilidade na família.

Opções e cuidados no planejamento da gestação

Com o diagnóstico em mãos, Isis recebeu orientações sobre as alternativas disponíveis para aumentar as chances de concepção. A primeira recomendação foi otimizar a saúde geral, controlando a doença celíaca por meio de dieta livre de glúten rigorosa.

Além da dieta, a adoção de hábitos saudáveis – como prática regular de exercícios moderados, manutenção de peso corporal adequado e redução do estresse – tem impacto positivo na qualidade dos óvulos.

Entre as intervenções médicas, a estimulação ovariana controlada pode ser considerada. Essa técnica utiliza medicamentos para estimular o desenvolvimento de múltiplos folículos, aumentando a quantidade de óvulos disponíveis para fertilização.

Outra opção é a criopreservação de óvulos, que permite armazenar óvulos em condições de congelamento para uso futuro. Essa estratégia é particularmente útil para mulheres que desejam adiar a gestação ou que apresentam baixa reserva ovariana.

Em casos mais avançados, a fertilização in vitro (FIV) pode ser indicada. O procedimento combina a coleta de óvulos estimulados com a fertilização em laboratório e a transferência de embriões ao útero.

É fundamental que a decisão sobre o tratamento seja tomada em conjunto com o casal, considerando aspectos emocionais, financeiros e de tempo. O acompanhamento psicológico também pode ser benéfico, ajudando a lidar com a ansiedade e a pressão que muitas vezes acompanham a jornada de infertilidade.

Por fim, a especialista reforça a importância de um acompanhamento regular com o ginecologista e o endocrinologista da reprodução. A monitorização contínua permite ajustes nas doses de medicação, avaliação da resposta ovárica e planejamento de novas tentativas, se necessário.

Isis Valverde segue acompanhada por uma equipe multidisciplinar, que inclui nutricionista, fisioterapeuta e psicólogo, garantindo um suporte integral durante todo o processo. A atriz compartilha que, apesar dos desafios, mantém esperança e acredita que a informação correta é a melhor aliada para alcançar o objetivo de ser mãe novamente.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

loader-image
Guarulhos, BR
6:04 am, set 17, 2026
temperature icon 10°C
Névoa
1024 mb
Hora
6:00 am
temperature icon
10°/10°°C 0.01 mm 36% 12 Km/h 94% 1026 mb 0 cm
9:00 am
temperature icon
11°/12°°C 0.01 mm 30% 12 Km/h 89% 1026 mb 0 cm
12:00 pm
temperature icon
12°/12°°C 0.02 mm 29% 13 Km/h 86% 1025 mb 0 cm
3:00 pm
temperature icon
12°/12°°C 0.01 mm 30% 14 Km/h 88% 1024 mb 0 cm
6:00 pm
temperature icon
11°/11°°C 0.01 mm 37% 12 Km/h 94% 1025 mb 0 cm
9:00 pm
temperature icon
11°/11°°C 0 mm 38% 12 Km/h 95% 1026 mb 0 cm
12:00 am
temperature icon
11°/11°°C 0 mm 36% 11 Km/h 95% 1024 mb 0 cm
3:00 am
temperature icon
11°/11°°C 0.02 mm 32% 12 Km/h 90% 1024 mb 0 cm