Um estudo recente revelou que, no cenário político mundial, Donald Trump detém a maior capacidade de influenciar a opinião pública. A pesquisa, realizada entre 2015 e 2024, foi divulgada em setembro de 2026 e analisou o desempenho do ex‑presidente dos Estados Unidos nas principais redes sociais. Os resultados mostram que nenhuma outra figura política alcança o volume de menções e o alcance digital que Trump gera.
Metodologia e alcance dos números
A Ativaweb, empresa especializada em monitoramento de dados online, compilou informações de seis plataformas digitais, incluindo Twitter, Facebook, Instagram, TikTok, YouTube e Reddit. O estudo considerou 230 milhões de usuários únicos que foram expostos a conteúdos relacionados ao ex‑mandatário.
Os números são impressionantes: 2,4 bilhões de menções, um patamar que só é comparável a celebridades de altíssimo calibre. Esse volume supera, em muito, o de qualquer outro presidente contemporâneo.
Estratégias de comunicação de Trump
Trump adotou uma postura que mistura técnicas de oratória tradicional com recursos típicos de influencers digitais. Ele prioriza a atenção imediata, grita mais alto e transforma controvérsias em moeda de troca para manter o público engajado.
Segundo especialistas, como Andrew Roe‑Crines, da Universidade de Liverpool, “nenhuma figura política mundial reproduz o comportamento dos influencers como o presidente da maior potência militar e econômica”.
Algumas das táticas recorrentes incluem:
- Uso de letras maiúsculas e pontuação exagerada para chamar atenção.
- Autoelogios constantes e ataques diretos a adversários.
- Disseminação de informações controversas ou falsas para gerar debate.
- Apelo emocional que posiciona o líder como protetor do cidadão comum.
Comparação com outros líderes globais
Embora políticos como Javier Milei, da Argentina, e Nikolas Ferreira, do Brasil, também utilizem estratégias semelhantes, o impacto de Trump se destaca pela escala global. Milei, por exemplo, lidera rankings de postagens positivas, mas seu alcance ainda é regional.
No Brasil, Nikolas Ferreira tem ganhado destaque nas redes, porém ainda está longe de atingir o número de menções que Trump acumula mundialmente.
Outros líderes, como o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o ex‑presidente da França, Emmanuel Macron, mantêm perfis mais tradicionais, focados em discursos formais e menos polarizadores.
Repercussões nas eleições de meio de mandato nos EUA
A dois meses das eleições de meio de mandato (midterms), Trump registra uma taxa de desaprovação de 65 %, a mais alta de seus dois mandatos. Para reverter esse cenário, ele intensificou a frequência das postagens, elevando ainda mais o tom agressivo.
Sem admitir erros ou fazer concessões, o ex‑presidente recorre a insultos e desinformação, como demonstrado em mensagens que utilizam palavrões e ameaças explícitas.
Um exemplo notório foi a frase “Abram a p***a do estreito, seus bastardos malucos”, dirigida ao governo iraniano durante uma disputa sobre a passagem de Ormuz.
O alvo principal das críticas de Trump são os democratas, especialmente o presidente Joe Biden, a quem rotula de “crooked” (corrupto) e “sleepy” (sonolento). Essa estratégia segue um roteiro populista clássico, que demoniza o “outro” enquanto o agressor se coloca como salvador.
Impacto na mídia e no discurso público
Além de atacar adversários políticos, Trump direciona ataques frequentes à imprensa, acusando veículos de notícias de disseminar fake news e de conspirar contra ele.
Essa postura tem consequências diretas na confiança do público nas instituições jornalísticas, gerando um ciclo de polarização ainda mais intenso.
Especialistas apontam que o estilo de comunicação de Trump pode influenciar futuras gerações de políticos, que perceberão o discurso agressivo e a manipulação de algoritmos como caminhos viáveis para o poder.
Em resumo, a pesquisa evidencia que a combinação de presença digital massiva, linguagem incendiária e uso estratégico das redes sociais coloca Donald Trump em um patamar único de influência política global.








