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Empregada processa pai de Pedro Scooby por suposto uso como laranja em empresas

Uma empregada doméstica entrou com ação judicial contra Alexandre Cosme Vianna, pai do surfista Pedro Scooby, alegando ter sido utilizada como “laranja” em negócios fictícios. O processo foi protocolado em agosto de 2024 na comarca de Vassouras, interior do Rio de Janeiro. A denúncia ganhou destaque nacional ao revelar supostas irregularidades envolvendo empresas que nunca foram efetivamente operadas.

Detalhes da denúncia e contexto familiar

A reclamante, residente em Barra do Piraí, afirma que trabalhou na fazenda de Alexandre Cosme Vianna por sete meses, entre janeiro e julho de 2024. Durante esse período, ela assinou documentos que acreditava serem referentes à formalização de seu contrato de trabalho, mas que, segundo a própria declaração, continham cláusulas que a vinculavam a sociedades empresariais inexistentes.

Segundo o relato, a empregada descobriu, apenas após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC) e ser afastada, que seu nome constava como sócia em cinco empresas diferentes. Cada uma dessas sociedades teria sido criada com o objetivo de ocultar patrimônio e evitar o pagamento de tributos, prática conhecida no meio jurídico como uso de “laranja”.

Ela descreve que nunca recebeu nenhum pagamento ou benefício relacionado a essas empresas, nem sequer abriu conta bancária em nome delas. A única evidência que possui são cópias de documentos societários que foram entregues a ela para assinatura, sem a devida explicação sobre sua real finalidade.

O surfista Pedro Scooby, filho de Alexandre, não foi mencionado como parte direta da ação, mas a associação familiar trouxe ainda mais atenção ao caso, gerando especulações na mídia sobre possíveis repercussões na carreira do atleta.

Ação judicial e pedidos da empregada

Na petição inicial, a autora requer a retirada de seu nome de todas as empresas nas quais consta como sócia. Ela também solicita a anulação dos atos societários que foram realizados sem seu conhecimento ou consentimento, argumentando que se trata de fraude contra a ordem econômica.

Além da exclusão do registro, a empregada pede indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil, a ser paga pelos herdeiros do falecido empregador. O pedido de indenização está fundamentado no sofrimento emocional e na dificuldade financeira que ela enfrentou ao ter seu benefício de auxílio por incapacidade temporária bloqueado por decisões judiciais.

O processo ainda inclui um pedido de tutela de urgência para que sejam imediatamente bloqueados quaisquer bens ou contas vinculadas às sociedades em questão, impedindo que o patrimônio seja dilapidado antes do julgamento final.

  • Retirada do nome da empregada das cinco empresas;
  • Anulação dos atos societários fraudulentos;
  • Indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil;
  • Bloqueio de bens e contas vinculadas às sociedades;
  • Restituição de valores eventualmente desviados.

O advogado da reclamante destacou que o caso evidencia a vulnerabilidade de trabalhadores domésticos diante de práticas ilícitas de patrões poderosos. Ele ressaltou que a ação tem caráter exemplar, buscando desestimular o uso de pessoas inocentes como fachada para negócios ilegais.

Repercussões e opiniões públicas

A notícia gerou intenso debate nas redes sociais, especialmente no Instagram, onde a coluna GENTE já possui presença ativa. Usuários questionam a responsabilidade moral do filho do surfista, mesmo que ele não seja parte formal do processo, e cobram transparência das famílias envolvidas.

Especialistas em direito trabalhista apontam que o caso pode abrir precedentes importantes para a proteção de trabalhadores domésticos, que muitas vezes não têm acesso a assessoria jurídica especializada. Eles sugerem que a legislação precise ser aprimorada para coibir a prática de usar terceiros como laranjas em esquemas empresariais.

Por outro lado, defensores da família argumentam que ainda não há provas concretas que vinculem diretamente o surfista ao suposto esquema, e que a acusação poderia ser parte de uma estratégia de pressão financeira contra os herdeiros do falecido patrão.

Enquanto o processo segue seu trâmite, a empregada permanece afastada do trabalho devido ao AVC e depende de auxílio por incapacidade temporária. O bloqueio judicial de seu benefício tem agravado sua situação, gerando preocupação entre organizações de direitos humanos que monitoram o caso.

O desfecho do litígio ainda é incerto, mas a cobertura da mídia indica que o caso continuará a receber atenção nos próximos meses, influenciando tanto o cenário jurídico quanto a percepção pública sobre o uso de laranjas em fraudes empresariais.

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