Um estudo realizado entre 5 e 24 de agosto de 2026 revelou que 90% dos brasileiros que viajam ao exterior consideram a conexão de internet o item essencial da bagagem. A pesquisa, conduzida pela Airalo em parceria com a YouGov, abrangeu 502 viajantes que retornaram de viagens nos últimos dois anos. O levantamento comparou o Brasil com oito outros mercados, incluindo Estados Unidos, Alemanha e Austrália.
A importância da internet durante a viagem
Para os turistas brasileiros, o celular deixou de ser apenas um meio de comunicação e se transformou em um hub de serviços. Mapas digitais, tradutores instantâneos, reservas de última hora e aplicativos de transporte são acessados em tempo real, substituindo o tradicional papel e os guias impressos.
Os dados mostram que, enquanto mapas e transporte ainda são relevantes, eles agora fazem parte de um conjunto maior de ferramentas digitais. Essa mudança reflete a crescente confiança dos viajantes na estabilidade das redes móveis internacionais.
Além da praticidade, a internet oferece uma camada de segurança que antes era difícil de garantir. Quando o sinal está disponível, o usuário pode acionar rapidamente serviços de emergência, localizar pontos de apoio e compartilhar sua localização com pessoas de confiança.
Ansiedade e desconforto sem conexão
Quando a rede falha, a frustração aumenta significativamente. Os brasileiros atribuíram nota 8,22 em uma escala de 0 a 10 ao nível de ansiedade causado por ficar sem internet, a maior pontuação entre todos os países pesquisados.
Essa ansiedade tem consequências práticas. Cerca de 52% dos entrevistados relataram que já permaneceram em situações desconfortáveis ou inseguras por mais tempo do que desejavam porque não conseguiam acessar a rede.
- Não conseguir carregar um mapa offline;
- Impossibilidade de solicitar um táxi ou serviço de ridesharing;
- Dificuldade em confirmar reservas de hospedagem ou voos;
- Limitações ao buscar informações sobre locais de risco.
Esses exemplos ilustram como a falta de conectividade pode transformar um simples contratempo em um problema maior, afetando tanto o conforto quanto a percepção de segurança do viajante.
Liberdade e segurança proporcionadas pela conectividade
Por outro lado, a presença de uma conexão estável abre novas possibilidades de exploração. Noventa por cento dos participantes afirmaram que a internet lhes dá mais liberdade para descobrir destinos fora das rotas turísticas tradicionais.
Além da curiosidade, a segurança também se beneficia. O estudo indica que 81% dos viajantes se sentiriam mais dispostos a visitar um local que, de outra forma, evitariam por questões de segurança, caso tivessem acesso garantido à rede.
Essa confiança se traduz em experiências mais autênticas, pois o turista pode pesquisar restaurantes locais, eventos culturais e dicas de moradores em tempo real, sem depender de intermediários.
Comportamento dos viajantes solos
O efeito da conectividade se intensifica quando a viagem é realizada sozinho. No Brasil, 60% dos entrevistados relataram já ter usado ferramentas de segurança que dependem de conexão constante, como o compartilhamento de localização com familiares e amigos.
Essas ferramentas incluem aplicativos de rastreamento, alertas de emergência e grupos de mensagens que mantêm a rede de apoio sempre informada sobre a posição do viajante.
Ao proporcionar esse monitoramento em tempo real, a internet reduz a sensação de vulnerabilidade, permitindo que o turista solo se sinta mais confiante ao explorar áreas menos conhecidas.
Além disso, a disponibilidade de avaliações instantâneas em plataformas como TripAdvisor ou Google Maps ajuda a tomar decisões rápidas sobre onde comer, onde se hospedar e quais atrações visitar, otimizando o itinerário.
Em resumo, a pesquisa Safe When Travel demonstra que a internet deixou de ser um luxo para se tornar um requisito básico nas viagens internacionais dos brasileiros. A dependência tecnológica reflete não apenas a busca por conveniência, mas também a necessidade de segurança e liberdade ao explorar o mundo.
Com a popularização dos eSIMs e a expansão das redes 5G, a tendência aponta para uma conectividade ainda mais robusta, reduzindo as barreiras entre o viajante e o destino. Assim, a próxima geração de turistas brasileiros deve estar ainda mais preparada para transformar cada jornada em uma experiência digitalmente integrada.








