A pesquisa de opinião da Quaist revelou, nesta terça‑feira (29), a distribuição de intenções de voto para o Senado de São Paulo nas eleições de 2026. O levantamento, encomendado pela Globo, entrevistou eleitores de todo o estado entre 25 e 28 de setembro. Os resultados mostram a posição dos principais candidatos na disputa por duas vagas senatorial.
Como funciona a votação para o Senado
Em 2026, cada estado brasileiro e o Distrito Federal elegerão dois senadores, renovando 54 das 81 cadeiras da Casa. Cada eleitor tem o dever de escolher dois nomes diferentes, impossibilitando a votação duplicada no mesmo candidato. Essa regra visa garantir representatividade e impedir a concentração de votos.
O voto duplo também aumenta a competitividade, pois os eleitores costumam dividir seu apoio entre partidos ou coligações distintas. Por isso, a estratégia de campanha passa a focar tanto na primeira escolha quanto na segunda opção, buscando ampliar a base de apoio.
Metodologia da pesquisa Quaist
A Quaist entrevistou 1.800 pessoas com idade a partir de 16 anos, entre os dias 25 e 28 de setembro. A margem de erro foi de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95 %.
Do total, 75 % dos entrevistados se declararam indecisos na fase espontânea, quando os nomes dos candidatos não foram mostrados. Na fase estimulada, a lista foi apresentada e cada participante respondeu duas vezes, indicando sua primeira e segunda preferência.
Os resultados foram ponderados para que a soma das primeiras e segundas vagas corresponda a 100 % das intenções de voto, mantendo a proporção entre candidatos, votos em branco, nulos e indecisos.
Principais resultados e análise dos candidatos
Os números divulgados consideram apenas as respostas para a primeira vaga, seguidos pelos percentuais da segunda vaga. Guilherme Derrite lidera a corrida com 18 % de intenção de voto, seguido de Simone Tebet e Marina Silva, ambos com 15 % cada. André do Prado aparece em terceiro lugar, com 12 % de apoio.
Outros nomes relevantes, como o ex‑senador Ricardo Salles (Novo), desistiram da disputa na segunda‑feira (28), antes da conclusão da pesquisa. Essa desistência pode ter influenciado a redistribuição de votos entre os demais candidatos.
- Guilherme Derrite: 18 % – candidato que tem ganhado força nas regiões metropolitanas.
- Simone Tebet: 15 % – ex‑senadora e atual ministra, com forte base no interior.
- Marina Silva: 15 % – referência ambientalista, mantendo apoio entre eleitores jovens.
- André do Prado: 12 % – ex‑deputado, com destaque em cidades de médio porte.
Os eleitores que ainda não definiram seu voto representam um segmento crucial. Com 75 % indecisos na fase espontânea, campanhas de mobilização e debates públicos podem mudar significativamente o cenário até a data da eleição.
Além dos candidatos citados, a pesquisa registrou 5 % de votos em branco ou nulos, indicando um nível de insatisfação que pode se transformar em apoio a opções emergentes ou a candidaturas independentes.
Especialistas apontam que a proximidade da eleição e a presença de duas vagas aumentam a volatilidade dos índices, tornando essencial o acompanhamento diário das pesquisas de intenção de voto.
Para os partidos, a estratégia passa a incluir alianças táticas, buscando combinar forças para garantir ao menos uma das duas vagas. A negociação entre lideranças partidárias já começou a ser notada nos bastidores de São Paulo.
Os próximos dias serão decisivos, pois os candidatos intensificarão visitas a municípios, participação em programas de TV e presença nas redes sociais, buscando converter o alto índice de indecisão em votos concretos.
Os analistas de mercado político recomendam que os eleitores acompanhem não apenas os números, mas também as propostas de cada candidato, especialmente em áreas como saúde, educação, segurança pública e meio ambiente.
Em resumo, a pesquisa Quaist oferece um panorama preliminar da disputa senatorial em São Paulo, destacando a liderança de Guilherme Derrite e a competitividade entre os demais candidatos. O cenário ainda está em construção, e a dinâmica dos eleitores indecisos será o principal fator que definirá o resultado final.








