Rita Guedes revelou, nas redes sociais, que sofreu complicações sérias após uma blefaroplastia realizada em março de 2024 em São Paulo. A cirurgia, que deveria durar duas horas, acabou se estendendo por seis, desencadeando inchaço intenso, dor ocular e risco de perda parcial da visão.
Complicações pós-blefaroplastia
Nos dias que se seguiram ao procedimento, a atriz notou um edema visível ao redor dos olhos, acompanhado de vermelhidão que não diminuía. A dor se localizava no fundo dos olhos, e a visão ficou turva e, em alguns momentos, duplicada. Diante desse quadro, Rita procurou um oftalmologista e acabou sendo internada por cinco dias para monitoramento intensivo.
O diagnóstico apontou ceratite, inflamação da córnea, e edema grave na conjuntiva. A condição exigiu tratamento imediato com corticoides, além de acompanhamento diário para evitar danos permanentes. A especialista Gabriela Sureda explicou que, embora raras, complicações graves podem ocorrer em cirurgias de pálpebras.
Rita descreveu ainda que, ao acordar da anestesia, percebeu a presença de ácido hialurônico em regiões do rosto onde não havia autorizado a aplicação. Segundo a atriz, o produto foi injetado inclusive no lóbulo da orelha, o que agravou o inchaço e gerou desconforto adicional.
Causas da ceratite e risco de perda visual
A ceratite pós-blefaroplastia pode ter duas origens principais: trauma mecânico durante a cirurgia ou remoção excessiva de pele que impede o fechamento completo das pálpebras. Quando o olho não consegue fechar adequadamente, a córnea fica exposta, facilitando a inflamação.
Além desses fatores, a presença de substâncias como o ácido hialurônico pode desencadear reações alérgicas ou irritativas que agravam a inflamação ocular. A especialista destacou que, sem avaliação prévia de alergias ou histórico de complicações, a combinação de procedimentos aumenta o risco de efeitos adversos.
- Trauma mecânico durante a incisão ou manipulação dos tecidos.
- Remoção excessiva de pele que compromete o fechamento palpebral.
- Aplicação não autorizada de preenchedores que podem causar reação inflamatória.
- Falta de avaliação prévia de alergias ou condições oculares preexistentes.
Rita relatou que, quatro dias após a cirurgia, não conseguia enxergar a parte branca do olho, percebendo apenas a região avermelhada e a íris. A dor no fundo dos olhos tornou-se constante, e a visão duplicada dificultava até atividades simples como ler um jornal.
O tratamento com corticoide foi intensivo, e a médica monitorou a pressão intraocular para prevenir complicações adicionais, como o desenvolvimento de glaucoma secundário. A recuperação ainda está em curso, e a atriz continua sob acompanhamento oftalmológico.
Procedimentos combinados e consentimento do paciente
Combinar blefaroplastia com outras intervenções estéticas, como preenchimento facial, é uma prática aceita quando há consentimento explícito e avaliação de riscos. A especialista Gabriela Sureda reforçou que o profissional deve informar detalhadamente cada etapa e obter autorização por escrito.
No caso de Rita Guedes, a atriz afirma que não autorizou a aplicação de ácido hialurônico enquanto estava sob efeito da anestesia. Essa falta de consentimento pode ser considerada negligência médica, segundo a legislação brasileira que protege o direito do paciente à informação e ao consentimento livre e esclarecido.
Para evitar situações semelhantes, a comunidade médica recomenda que os pacientes solicitem cópias dos protocolos de cirurgia, verifiquem a qualificação dos profissionais e mantenham um registro fotográfico antes e depois dos procedimentos. Essas medidas facilitam a identificação de possíveis erros e fortalecem a responsabilidade do cirurgião.
Além disso, a vigilância pós-operatória deve incluir avaliação de sinais de infecção, inflamação ou alterações na visão. Caso apareçam sintomas como dor intensa, visão turva ou vermelhidão excessiva, o paciente deve buscar atendimento imediato, pois o atraso no diagnóstico pode comprometer a recuperação.
Rita Guedes continua usando óculos escuros para proteger os olhos da luz intensa, enquanto o edema diminui gradualmente. Ela também tem compartilhado sua experiência nas redes sociais, alertando outras pessoas sobre a importância de escolher profissionais qualificados e de exigir transparência em todos os passos da cirurgia.
Especialistas em oftalmologia e cirurgia plástica ressaltam que a blefaroplastia, quando realizada corretamente, traz benefícios estéticos e funcionais, como a melhora da visão em casos de pálpebras caídas. Contudo, a precisão milimétrica na remoção de tecido é fundamental para evitar complicações graves.
Em resumo, o caso de Rita Guedes evidencia a necessidade de protocolos rigorosos, consentimento informado e monitoramento pós-operatório cuidadoso. A combinação de procedimentos estéticos deve ser planejada com cautela, sempre priorizando a segurança e a saúde ocular do paciente.








