Alunos da Escola Municipal EPG Jean Piaget, localizada no bairro Jardim Acácio, em Guarulhos, ficaram sem merenda nos dias 16 e 17 de setembro devido à falta de insumos e ao não recebimento de gás de cozinha. A situação gerou a interrupção parcial das atividades letivas e mobilizou pais, responsáveis e a comunidade escolar.
Falta de insumos e interrupção das atividades
Na manhã do dia 16 de setembro, os pais começaram a perceber a ausência de alimentos nas cantinas escolares. Relatos indicam que o estoque de merenda estava esgotado, impossibilitando a preparação de lanches para os estudantes.
No dia seguinte, a situação se agravou quando o gás de cozinha, essencial para o aquecimento dos alimentos, não foi entregue à unidade. Essa falta de gás impediu a continuação do serviço de alimentação, provocando a suspensão das aulas de meio período.
- Dia 16/09: estoque de alimentos insuficiente;
- Dia 17/09: ausência de gás de cozinha;
- Consequência: interrupção parcial das atividades letivas.
Reações dos pais e comunicação via vans
Os responsáveis pelos alunos, que utilizam o transporte escolar, foram informados sobre a situação por meio dos grupos de comunicação das vans. Mensagens enviadas nos dias 16 e 17 de setembro alertavam que as aulas seriam suspensas até a normalização dos serviços de alimentação.
Os pais expressaram preocupação quanto ao impacto na rotina dos estudantes, especialmente porque a merenda é considerada um direito constitucional e fundamental para o desenvolvimento infantil.
Além das mensagens, alguns pais organizaram reuniões emergenciais para discutir alternativas, como a distribuição de lanche caseiro ou a busca por apoio de associações de bairro.
Resposta da Secretaria de Educação de Guarulhos
A Secretaria de Educação de Guarulhos respondeu às denúncias afirmando que não houve suspensão oficial de aulas nos dias 16 e 17 de setembro. Segundo o comunicado, a alimentação já havia sido preparada e servida normalmente no dia 15, antes da interrupção do fornecimento de gás.
Para os dias 16 e 17, a secretaria informou que a escola adaptou o cardápio com a orientação de uma nutricionista, oferecendo lanche acompanhado de vitamina e frutas, sem prejuízo ao calendário escolar.
O fornecimento de gás foi regularizado no próprio dia 17, permitindo que a tarde do mesmo dia recebesse a refeição tradicional prevista no cardápio da rede municipal.
Impactos e perspectivas para o calendário escolar
Apesar da garantia de que as aulas seguiram dentro da normalidade, os pais permanecem atentos ao cumprimento dos direitos alimentares dos alunos. A situação evidencia a necessidade de um monitoramento mais rigoroso dos contratos de fornecimento de insumos e de gás para as escolas municipais.
Especialistas em educação apontam que a interrupção, ainda que breve, pode gerar impactos pedagógicos, principalmente em unidades de meio período onde o lanche integraliza a jornada escolar.
As autoridades municipais prometeram reforçar a logística de entrega de alimentos e gás, bem como melhorar a comunicação entre a secretaria, as escolas e as famílias, a fim de evitar novos incidentes.
Enquanto isso, a comunidade escolar de Guarulhos acompanha de perto as ações corretivas e mantém o diálogo aberto para garantir que a merenda escolar continue sendo oferecida de forma contínua e segura.








