A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta segunda‑feira, 21 de setembro, a venda dos suplementos alimentares da marca Eleve em todo o território nacional. A medida foi publicada no Diário Oficial da União e tem como base a ausência de comprovação de origem e a falta de regularização sanitária dos produtos.
Motivos da proibição
A Anvisa apontou que os suplementos da Eleve não apresentavam documentos que atestassem a identidade e a qualidade exigidas por lei. Sem esses documentos, não há garantia de que os ingredientes sejam puros, seguros ou dentro dos limites permitidos.
Além da falta de comprovação de origem, a agência ressaltou que a empresa não realizou estudos de estabilidade. Esses estudos são fundamentais para assegurar que a composição, a segurança e a eficácia do produto se mantenham até o fim da validade declarada.
Outro ponto crítico foi a inexistência de registro sanitário. Desde 2018, todos os suplementos devem estar registrados na Anvisa, obedecer a uma lista de ingredientes autorizados e seguir normas rigorosas de rotulagem.
- Ausência de documentação de identidade do produto;
- Falta de estudos de estabilidade;
- Não cumprimento das normas de rotulagem;
- Ausência de registro sanitário.
Impactos para a empresa e consumidores
A decisão afeta diretamente a Gama Suplementos Alimentares Ltda., fabricante dos itens comercializados pela Eleve. A empresa terá que interromper a produção, a distribuição, a divulgação e o uso dos suplementos, o que pode gerar perdas financeiras significativas.
Para os consumidores, a proibição traz a necessidade de interromper o uso dos produtos e buscar alternativas certificadas. A Anvisa alerta que suplementos não são medicamentos e, portanto, não têm a capacidade de curar, prevenir ou tratar doenças.
Os usuários que já adquiriram os suplementos devem ficar atentos a possíveis reembolsos ou trocas. Embora a Anvisa ainda não tenha definido um procedimento oficial de devolução, recomenda que os consumidores entrem em contato com os canais de atendimento da empresa.
Além do aspecto econômico, há também o risco de saúde. Consumir produtos sem comprovação de qualidade pode expor o organismo a contaminantes, doses inadequadas de vitaminas ou minerais e a interações indesejadas.
O que a Anvisa recomenda
A agência mantém uma página informativa sobre suplementos alimentares, onde orienta sobre rotulagem, benefícios comprovados e cuidados com propaganda enganosa. Entre as recomendações, destaca‑se a leitura atenta dos rótulos e a verificação do número de registro.
Para quem busca suplementação, a Anvisa sugere:
- Confirmar se o produto possui registro sanitário válido;
- Verificar se os ingredientes constam na lista de substâncias autorizadas;
- Evitar empresas que fazem promessas de cura ou prevenção de doenças;
- Preferir suplementos de marcas reconhecidas e auditadas por laboratórios independentes.
Em caso de dúvidas, a Anvisa disponibiliza um canal de atendimento ao consumidor, que pode ser acessado por telefone ou por meio do site oficial. O objetivo é garantir que o público tenha acesso a informações claras e confiáveis.
Por fim, a Anvisa reforça que a responsabilidade pela segurança dos suplementos recai sobre os fabricantes, que devem cumprir todas as exigências legais antes de colocar um produto no mercado. A fiscalização contínua busca proteger a saúde da população e coibir práticas que possam colocar em risco o bem‑estar dos consumidores.








