A empresa de pesquisa Quaest divulgou, nesta sexta‑feira (24 de setembro de 2026), os resultados de um levantamento realizado no maior colégio eleitoral do Nordeste, a Bahia, que mede a disputa entre o ex‑presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro para a eleição presidencial de 2026. A pesquisa, encomendada pela TV Bahia, também traz dados sobre a corrida ao governo estadual, ao Senado e ao perfil dos eleitores baianos.
O estudo contou com 900 entrevistas presenciais realizadas entre 20 e 23 de setembro de 2026, com margem de erro de cerca de 3 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95 %. Cada entrevistado respondeu a um questionário extenso, que abordou intenção de voto, potencial de voto, rejeição e definição de escolha para os cargos mais disputados.
Contexto da pesquisa e metodologia
O levantamento foi registrado sob o número BR‑03961/2026 e segue as normas técnicas da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP). A amostra foi estratificada por sexo, faixa etária, nível de escolaridade e região dentro do estado, garantindo representatividade dos 27 municípios que compõem o colégio eleitoral da Bahia.
Além da intenção de voto, a pesquisa incluiu perguntas sobre aprovação do atual governo federal, percepção de risco entre os cenários de continuidade do PT ou retorno da família Bolsonaro, e o grau de interesse dos eleitores nas eleições de 2026.
Cenários testados para a Presidência
No primeiro turno, treze nomes foram avaliados: Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Augusto Cury (Avante), Flávio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Leonardo Avalanche (PRTB), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP), Wilson Grassi (Democrata) e Zema (Novo). Cada candidato recebeu uma porcentagem de intenção de voto, que variou de menos de 1 % a cerca de 35 % para Lula.
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – líder com aproximadamente 35 % das intenções.
- Flávio Bolsonaro (PL) – segundo colocado, com cerca de 22 %.
- Ronaldo Caiado (PSD) – 8 %.
- Zema (Novo) – 6 %.
- Outros candidatos – entre 0,5 % e 5 %.
O questionário também simulou um segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, registrando 58 % de preferência para o ex‑presidente e 42 % para o senador. Quando perguntados se ainda poderiam mudar de escolha até a data da eleição, 31 % dos entrevistados afirmaram que a decisão ainda está em aberto.
Corrida pelo governo da Bahia
Para o cargo de governador, seis nomes foram analisados: ACM Neto (União), Ariel Capistrano (DC), Aroldo Félix (UP), Jerônimo Rodrigues (PT), Maria Bona (PCO) e Ronaldo Mansur (PSOL). ACM Neto liderou a intenção de voto com 27 %, seguido por Jerônimo Rodrigues com 24 %.
- ACM Neto (União) – 27 %.
- Jerônimo Rodrigues (PT) – 24 %.
- Ariel Capistrano (DC) – 12 %.
- Ronaldo Mansur (PSOL) – 10 %.
- Aroldo Félix (UP) – 9 %.
- Maria Bona (PCO) – 8 %.
Em cenário de segundo turno, a disputa foi testada entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues, resultando em 55 % de preferência para Neto e 45 % para Rodrigues. A pesquisa ainda avaliou a aprovação da gestão atual de Jerônimo Rodrigues, registrando 48 % de aprovação, 38 % de desaprovação e 14 % indecisos.
Avaliação da gestão e perfil dos eleitores
Os entrevistados foram questionados sobre a aprovação do governo federal de Lula, obtendo 52 % de aprovação, 36 % de desaprovação e 12 % sem opinião formada. Quando comparados os dois cenários de futuro político – continuação do PT ou retorno da família Bolsonaro – 57 % consideraram o retorno dos Bolsonaro mais assustador, enquanto 43 % temiam a manutenção de Lula.
O levantamento ainda identificou o perfil político dos eleitores baianos: 38 % se declararam lulistas, 27 % bolsonaristas, 18 % independentes, 10 % de esquerda tradicional e 7 % de direita liberal.
Quanto ao interesse nas eleições, 62 % dos entrevistados se classificaram como muito interessados, 25 % como pouco interessados e 13 % como nada interessados.
Impactos e expectativas para 2026
Os resultados sugerem que a disputa presidencial ainda está em fase de consolidação, com Lula mantendo vantagem significativa, mas com espaço para reviravoltas, sobretudo se o cenário econômico mudar nos próximos meses. No âmbito estadual, a competição entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues promete ser acirrada, refletindo a polarização entre a tradição da União e a continuidade do PT no poder.
Analistas apontam que a margem de erro de 3 pontos pode ser decisiva em municípios-chave, e que a presença de candidatos de partidos menores pode fragmentar o voto, beneficiando os principais concorrentes. A pesquisa também indica que a maioria dos eleitores ainda está aberta a mudar de opinião, o que reforça a importância das campanhas de mídia e dos debates nas semanas que antecedem o pleito.
Em síntese, a Quaest entregou um panorama detalhado da situação política na Bahia, oferecendo indicadores valiosos para partidos, candidatos e observadores que acompanham de perto a corrida eleitoral de 2026 no maior colégio eleitoral do Nordeste.








