Na manhã de segunda‑feira (28), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente a decisão das autoridades britânicas de soltar sob fiança cinco homens acusados de planejar um ataque terrorista contra a base aérea americana RAF Fairford, localizada em Gloucestershire, Reino Unido.
Contexto da detenção e suspeitas de ataque
Os cinco suspeitos foram presos no domingo (27) após a polícia britânica avistar três vans que, segundo relatos preliminares, estariam carregadas de explosivos nas proximidades da RAF Fairford, instalação usada pelos EUA em missões contra instalações de mísseis iranianos.
Uma equipe especializada do Exército britânico em desativação de explosivos foi imediatamente acionada para inspecionar os veículos, enquanto moradores de 85 residências próximas foram evacuados por conta do risco de um “incidente grave”.
- Um suspeito, de 24 anos, residente em Camden, norte de Londres.
- Três jovens, de 23, 24 e 25 anos, originários de Westminster.
- Um quarto, também de 24 anos, da região de Willesden, noroeste de Londres.
Todos são cidadãos britânicos e permanecem sob investigação, embora ainda não tenham sido formalmente acusados de terrorismo.
Reação de Donald Trump e críticas à decisão britânica
Trump afirmou que os suspeitos já estavam sob investigação há algum tempo e que, em sua opinião, “não teria sido libertado”. O presidente elogiou o trabalho das autoridades britânicas até o ponto da captura, mas manifestou surpresa ao ver os acusados soltos mediante fiança.
“Eles têm trabalhado muito bem. Trabalharam muito próximos de nós. Sabemos tudo sobre eles. Nós não os teríamos libertado”, declarou Trump a repórteres, reforçando a importância de manter os acusados sob custódia até a conclusão das investigações.
Em entrevista, Trump sugeriu que o caso poderia ter ligação com o Irã, mas evitou dar detalhes, afirmando que “pode ser” e que prefere não revelar informações específicas.
Possíveis ligações internacionais e investigação em curso
O Reino Unido autorizou o uso da RAF Fairford pelos EUA para operações contra instalações de mísseis iranianos, o que eleva a sensibilidade do incidente. Autoridades britânicas ainda avaliam se o plano de ataque foi patrocinado por um Estado estrangeiro, como Irã ou Rússia, ou por milícias alinhadas a esses países.
Laurence Taylor, chefe do Policiamento Antiterrorismo, declarou que todas as hipóteses estão sendo consideradas, inclusive a possibilidade de que o atentado tenha sido planejado em nome de outro país.
A embaixada iraniana em Londres negou qualquer envolvimento, classificando as suspeitas como “infundadas e maliciosas” em comunicado publicado no X.
Impacto na comunidade local e resposta das forças armadas
Os moradores das áreas circundantes ainda não puderam retornar às suas casas na manhã de segunda‑feira, pois as vans suspeitas permaneciam no local e a polícia ainda não havia concluído a remoção dos veículos.
Um porta‑voz da Força Aérea dos EUA ressaltou que as unidades americanas instaladas no Reino Unido permanecem vigilantes, avaliando continuamente fatores de segurança para proteger militares, civis, contratados e suas famílias.
A situação gerou um alerta de segurança elevado, com a cooperação estreita entre as forças de segurança britânicas e americanas para monitorar possíveis ameaças adicionais.
Enquanto isso, a comunidade local aguarda respostas definitivas sobre o desfecho das investigações e a garantia de que a região volta à normalidade sem risco de novos incidentes.








