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Trump aponta virada política na América do Sul e celebra triunfos de aliados de direita

Em entrevista concedida na manhã de 20 de outubro de 2026, no Salão Oval da Casa Branca, o ex‑presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a América do Sul está vivenciando uma mudança de rumo político, com a ascensão de governos de direita. Ele comentou ainda que todos os candidatos que apoiou na região venceram as eleições recentes, citando exemplos como o presidente eleito da Colômbia.

Contexto político na América do Sul

Nos últimos anos, diversos países sul‑americanos têm registrado a eleição de líderes alinhados a pautas conservadoras e ao livre‑mercado. Esse fenômeno tem sido observado por analistas como um reflexo de insatisfação popular com políticas de esquerda que, segundo críticos, geraram crises econômicas e insegurança. Além disso, a influência de narrativas anti‑globalização tem ganhado força nas redes sociais, mobilizando eleitores em torno de propostas de soberania nacional e combate à corrupção.

Entre os casos mais emblemáticos, destacam‑se as vitórias em Colômbia, Argentina e Chile, onde candidatos de direita obtiveram maioria no primeiro turno ou avançaram para o segundo com vantagem expressiva. No Brasil, embora ainda não haja apoio formal a nenhum candidato, Trump mencionou que Flávio Bolsonaro obteve uma vitória “apertada, mas impressionante” nas eleições de primeiro turno.

  • Colômbia – Eleição de Gustavo Petro (esquerda) foi revertida por alianças de direita que garantiram a vitória de seu rival conservador.
  • Argentina – Javier Milei, economista libertário, conquistou a presidência com discurso de redução de gastos públicos.
  • Chile – José Antonio Kast, representante da direita tradicional, avançou ao segundo turno com forte apoio conservador.

Declarações de Donald Trump e suas implicações

Ao ser questionado sobre a possibilidade de apoiar Marine Le Pen nas eleições presidenciais da França, Trump desviou o foco para a América do Sul, ressaltando que o avanço da direita na região representa “um sinal de que os povos estão cansados de políticas fracassadas”. Ele destacou que os candidatos que ele apoiou conseguiram vencer, reforçando a ideia de que sua influência ainda tem peso nas decisões eleitorais de países vizinhos.

Trump também elogiou publicamente o presidente eleito da Colômbia, embora não tenha mencionado o nome, indicando que os laços entre Washington e Bogotá podem se fortalecer. A ausência de menção ao Brasil gerou especulação sobre possíveis estratégias de apoio futuro, sobretudo considerando o interesse dos Estados Unidos em manter aliados que compartilhem prioridades como combate ao narcotráfico e atração de investimentos.

Essas declarações chegam em um momento em que a aprovação de Trump nos Estados Unidos atingiu a mínima histórica de 31 %, segundo pesquisas recentes. Apesar da baixa popularidade doméstica, sua retórica ainda exerce influência em círculos políticos internacionais, especialmente entre grupos conservadores que veem na sua agenda uma alternativa ao globalismo.

Reações de autoridades americanas e perspectivas futuras

Na mesma semana, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, reforçou a narrativa de que a política externa americana está se ajustando para apoiar governos que compartilham valores semelhantes. Em entrevista ao Breitbart News, Rubio atribuiu parte da mudança ao reordenamento da ajuda externa, que passou a ser gerida pelo Departamento de Estado, reduzindo a atuação da USAID.

Rubio acusou organizações não‑governamentais latino‑americanas de estarem alinhadas à esquerda e de receberem financiamento dos Estados Unidos, embora tenha reconhecido que o país financia diversas ONGs. Segundo ele, os novos governos não são subordinados aos EUA, mas têm “prioridades convergentes” como o combate ao narcotráfico e a atração de investimento americano.

O secretário não comentou diretamente as eleições presidenciais no Brasil, mas seu discurso sugere que Washington está atento ao cenário político da região e pode buscar parcerias estratégicas com governos que adotem políticas pró‑negócios e segurança.

Analistas políticos apontam que, se a tendência de direita continuar, a América do Sul poderá experimentar mudanças significativas em áreas como comércio exterior, políticas de energia e cooperação em segurança. No entanto, críticos alertam que a polarização pode aprofundar divisões internas, especialmente em países com sociedades historicamente fragmentadas.

Para os observadores internacionais, o próximo semestre será decisivo para avaliar se as declarações de Trump e Rubio se traduzirão em ações concretas de apoio, como acordos comerciais, assistência militar ou investimentos diretos. Enquanto isso, a população sul‑americana continuará acompanhando de perto as movimentações de Washington, que ainda exerce considerável influência nas dinâmicas regionais.

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