Tereza Cristina, senadora pelo PP-MS, declarou nesta segunda‑feira (12) que deseja se tornar a primeira mulher a comandar o Senado Federal. A fala ocorreu durante entrevista ao Estúdio i, em Brasília, e já gerou especulações sobre a sucessão do atual presidente Davi Alcolumbre.
Ambições presidenciais
A parlamentar ressaltou que está na metade de seu mandato de oito anos e ainda não definiu se disputará outra eleição. Ela enfatizou que, independentemente do futuro eleitoral, pretende deixar um legado que abra portas para mais mulheres na política.
Em conversa com Alcolumbre e outros colegas, Tereza Cristina manifestou o desejo de ser sucessora do presidente da Casa. “A sucessão pode acontecer agora ou depois; precisamos observar como as coisas se encaminham”, afirmou.
Ela também citou o senador Rogério Marinho, do PL‑RN, como possível aliado na disputa. “Como centro‑direita, sinto maior alinhamento com ele”, disse, indicando que a disputa interna pode envolver mais de um candidato.
Desafios legislativos e a PEC da jornada de trabalho
A senadora abordou a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende extinguir a escala de trabalho 6×1. A votação está marcada para quarta‑feira (14) e tem gerado debates intensos.
Tereza Cristina pretende dialogar com a oposição para apresentar emendas que modifiquem o texto original. Ela argumenta que a medida precisa de avaliação cuidadosa dos impactos econômicos e do emprego.
Segundo a parlamentar, inserir regras de jornada de trabalho na Constituição pode ser problemático devido à diversidade setorial da economia brasileira.
- Redução da jornada pode elevar custos operacionais;
- Possível escassez de mão‑de‑obra em setores críticos;
- Risco de aumento de preços ao consumidor.
Apesar das ressalvas, Tereza Cristina não se opõe à ampliação do descanso semanal, defendendo que o tema deve ser debatido com responsabilidade.
Perspectivas para 2027 e o debate sobre o STF
Olhar para o futuro, Tereza Cristina indica que a discussão sobre possíveis impeachments de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhará destaque a partir de 2027. Ela afirma que o tema já esteve presente nas campanhas senatorial e será cobrado pelos eleitores.
Entretanto, a senadora adverte que a atuação do STF não deve ser a única prioridade da nova legislatura, embora reconheça o aumento da relevância do assunto nas eleições recentes.
Ela concluiu que, independentemente de assumir a presidência do Senado, continuará atuando em pautas que consideram essenciais para o país, como a reforma trabalhista e a fiscalização do poder judiciário.








