Um forte sismo de magnitude 7,6 abalou o Panamá na manhã desta sexta-feira, 9 de junho, às 12h56 (horário da Costa Leste dos EUA). O epicentro foi localizado nas proximidades de Pitaloza Arriba, a cerca de 39 km a oeste de Tonosí, na província de Los Santos.
Impactos imediatos e danos estruturais
O tremor provocou danos visíveis em edifícios públicos e privados. Em Penonomé, capital da província de Coclé, a Catedral de San Juan Bautista sofreu fissuras nas paredes, enquanto o Gabinete do Governador e o Hotel Dos Continentes apresentaram desabamentos parciais.
Fotografias divulgadas pela imprensa local mostraram parte da estrutura do Hotel Dos Continentes colapsada, deixando hóspedes e funcionários em situação de risco. Na Cidade do Panamá, centenas de moradores abandonaram suas residências ao sentir o forte abalo, conforme relatos da agência AFP.
O Instituto de Geociências da Universidade do Panamá registrou que a profundidade do sismo foi de apenas quatro quilômetros, o que intensificou a sensação de vibração nas áreas urbanas. Até o momento, foram contabilizados treze abalos secundários, incluindo uma réplica de magnitude 6,0 ao norte de Tonosí.
Interrupções de serviços essenciais
O corte de energia elétrica afetou seis províncias: Chiriquí, Herrera, Los Santos, Veraguas, Coclé e parte de Panamá Oeste. A distribuidora Naturgy informou as regiões impactadas, mas não divulgou prazo para a restauração completa.
A Ensa, responsável por outras áreas, comunicou que 17 circuitos foram restabelecidos em Colón, reduzindo parcialmente o número de clientes sem luz.
O Aeroporto Internacional de Tocumen interrompeu temporariamente as operações para inspeção de possíveis danos nas pistas e nas instalações. O metrô da capital também suspendeu a circulação nas linhas 1 e 2, deixando milhares de passageiros aguardando alternativas de transporte.
Na esfera educacional, o Ministério da Educação cancelou as aulas da tarde, e a Universidade do Panamá suspendeu todas as atividades acadêmicas e administrativas como medida preventiva.
Reação das autoridades e medidas de segurança
O presidente José Raúl Mulino utilizou as redes sociais para solicitar informações à ministra de Governo, Dinoska Montalvo, e aos órgãos de segurança sobre os impactos do sismo. Ele pediu calma à população e alertou contra a propagação de notícias alarmistas.
O Sistema Nacional de Proteção Civil do Panamá (Sinaproc) manteve o monitoramento constante da situação e recomendou que a população siga as orientações das autoridades, especialmente diante da possibilidade de novas réplicas.
O Sistema de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos emitiu aviso para trechos das costas de vários países da América Central e do Sul, além do Havaí, nas três horas seguintes ao terremoto. As áreas sob risco incluem:
- Panamá
- Colômbia
- Costa Rica
- Equador
- Peru
- Nicarágua
- Guatemala
- El Salvador
- México
- Havaí (EUA)
As autoridades costeiras foram instruídas a preparar planos de evacuação e a manter a população informada sobre a evolução do alerta. Até o momento, não há relatos confirmados de ondas de tsunami atingindo as áreas costeiras, mas a vigilância permanece em alta.
Especialistas do USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos) inicialmente registraram a magnitude do sismo como 8,0, mas revisaram o valor para 7,6 após análise detalhada dos dados sísmicos. Essa revisão demonstra a complexidade de mensurar eventos de grande escala em tempo real.
Enquanto os serviços essenciais são gradualmente restabelecidos, equipes de resgate e de avaliação estrutural continuam trabalhando nas áreas mais afetadas. A população é orientada a permanecer atenta a possíveis réplicas e a seguir as recomendações de segurança emitidas pelos órgãos competentes.








