Carol Lekker deixou o programa “Fofocalizando”, do SBT, no início de setembro de 2024, após mais de seis meses na bancada. A decisão aconteceu em Osasco, onde a emissora tem sua sede, e foi motivada por divergências salariais e por uma série de controvérsias que afastaram anunciantes.
Motivos da ruptura com a emissora
A apresentadora foi contratada em março de 2024 para substituir a ex‑apresentadora Cariúcha, que migrou para a RedeTV!. O contrato previa um salário de R$ 10 mil mensais, valor que Carol considerou insuficiente para cobrir despesas de deslocamento e moradia.
Além da questão salarial, três grandes marcas — Marca Alfa, Marca Beta e Marca Gama — cancelaram campanhas publicitárias que estavam em fase de negociação. O cancelamento ocorreu depois de episódios polêmicos que colocaram a imagem da apresentadora em xeque.
Impacto financeiro e reclamações da apresentadora
Em julho, Carol referiu‑se a funcionários do McDonald’s como “McEscravos” durante uma edição ao vivo, gerando uma advertência interna e críticas de consumidores. Em agosto, fez comentários depreciativos sobre a apresentadora Eliana, da Globo, o que resultou em sua retirada temporária do ar.
Na sequência, Carol participou de uma reunião com o diretor de conteúdo, Márcio Esquilo, que informou que as decisões das marcas não seriam revertidas. O executivo sugeriu que a comunicadora aguardasse a recuperação de sua imagem antes de retomar negociações comerciais.
Carol condicionou sua permanência ao programa a um reajuste salarial. Quando a proposta não foi aceita, a emissora optou por encerrar seu contrato, mantendo o pagamento de salários até a data de saída, prevista inicialmente para 11 de setembro.
Nas redes sociais, a apresentadora divulgou que o salário de R$ 10 mil não cobria os custos de deslocamento diário, que giravam em torno de R$ 300 por viagem de aplicativo entre seu apartamento no Morumbi e o SBT em Osasco. Ela mostrou o interior ainda vazio de seu apartamento, sem móveis essenciais, como um sofá.
Simulações em aplicativos de transporte indicam que o trajeto de 25 a 30 quilômetros pode custar até R$ 250 por dia, totalizando aproximadamente R$ 5 mil mensais apenas com deslocamento. Esse gasto representava quase 50% do salário recebido, gerando grande insatisfação.
Desdobramentos e reações nas redes
Com a antecipação da saída para 9 de setembro, setores internos do SBT cogitaram medidas judiciais contra Carol, alegando que suas declarações teriam prejudicado a imagem da emissora. A situação ganhou ainda mais repercussão quando a coluna de Fábia Oliveira revelou que a apresentadora pagou um jantar de R$ 2,5 mil para um amigo, o influenciador Tacito Cury, na noite anterior ao seu desabafo público.
Tacito Cury compartilhou uma foto no Instagram, confirmando que a conta foi paga por Carol Lekker, gerando críticas sobre a coerência de suas alegações de dificuldades financeiras.
O caso ilustra como divergências salariais, controvérsias públicas e a perda de patrocínios podem convergir para acelerar a saída de um talento da televisão. Para Carol, o episódio pode marcar uma pausa estratégica antes de buscar novos projetos em outras emissoras ou plataformas digitais.








