Em entrevista ao quadro “Bem Sertanejo”, exibido no programa Fantástico nesta terça‑feira (22), o cantor Rick revelou como a música tradicional do Tocantins marcou sua trajetória. Ele contou que, desde a infância na zona rural de Monte do Carmo, incorporou ritmos como a sussa e as cantorias das Folias de Reis em suas composições.
Origens e influências da infância no Tocantins
Rick nasceu e cresceu em Monte do Carmo, um pequeno município do interior do Tocantins. Lá, as festas populares eram o pano de fundo das tardes de trabalho na roça.
As crianças se reuniam ao som da sussa, um ritmo de percussão leve que acompanha as celebrações religiosas. Essa prática sonora ficou gravada na memória do futuro artista.
Além da sussa, as cantorias das Folias de Reis e do Divino também faziam parte do cotidiano. Essas manifestações, carregadas de devoção e alegria, ajudaram a moldar o ouvido musical de Rick.
Do interior ao palco nacional
Quando decidiu seguir a carreira musical, Rick levou consigo as lembranças das melodias da infância. A transição para o sertanejo contemporâneo não apagou sua identidade regional.
Ao formar a dupla Rick & Renner, ele começou a experimentar arranjos que mesclavam o sertanejo tradicional com elementos tocantinenses. Em algumas gravações, um “arranjozinho” da sussa foi inserido deliberadamente.
Ele descreve o processo como “pegar a essência da música da roça e colocar dentro da estrutura da música sertaneja”. O resultado foi uma sonoridade que agradou tanto o público de massa quanto os apreciadores de música regional.
Entre os sucessos que carregam esse toque, destaca‑se a canção que inclui um violão com timbre semelhante ao da viola de arco usada nas festas de Folia de Reis.
Impacto cultural e legado
Rick acredita que a presença desses ritmos fortalece a diversidade da música sertaneja brasileira. Ele afirma que a identidade cultural do Tocantins tem espaço para brilhar em palcos maiores.
Além de influenciar suas composições, a herança musical também orientou sua forma de cantar. A dicção e a entonação carregam traços da fala rural, conferindo autenticidade às interpretações.
Ele ressalta que, ao divulgar esses elementos, ajuda a preservar tradições que correm risco de desaparecer nas grandes cidades.
O cantor ainda menciona que a experiência de crescer ouvindo música ao vivo nas festas da comunidade lhe ensinou a importância da conexão direta com o público.
Essa lição permanece viva em seus shows, onde costuma reservar um momento para tocar um trecho de sussa ou uma cantoria de Folia de Reis, como forma de homenagem.
Para Rick, a música é um veículo de memória coletiva. Cada acorde que remete ao Tocantins serve como ponte entre gerações.
Ao longo da entrevista, ele também destacou a importância de valorizar artistas locais, incentivando novos talentos a levar suas raízes ao cenário nacional.
- Preservação de ritmos tradicionais
- Incorporação de elementos regionais em produções comerciais
- Fortalecimento da identidade cultural
O programa “Isso É Fantástico”, disponível como podcast, trouxe a entrevista completa, permitindo que o público escute detalhes sobre a trajetória de Rick e sua relação com a música tocantinense.
O episódio está disponível no G1 e nas principais plataformas de podcast, como Spotify e Apple Podcasts.
Além da entrevista, o Fantástico oferece reportagens investigativas e histórias aprofundadas, reforçando seu compromisso com o jornalismo de qualidade.
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Com a divulgação de sua história, Rick espera inspirar outros artistas a buscar nas raízes locais a força criativa necessária para inovar.
Ele conclui afirmando que a música do Tocantins continuará viva em cada nota que ele cantar, mantendo viva a tradição que o formou.








