O Partido Republicanos, fundado em 2005 por lideranças ligadas à Igreja Universal, registrou um salto significativo nas eleições de 2026, tornando‑se um dos principais atores da direita nacional. O crescimento foi percebido nas urnas de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso e em disputas decisivas no Acre e no Espírito Santo.
Ascensão do Republicanos nas urnas
Nas últimas eleições, o partido ampliou sua presença em três dos maiores colégios eleitorais do país. Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas foi reeleito, enquanto em Minas Gerais, o candidato Cleitinho Azevedo manteve o cargo. No Centro‑Oeste, Otaviano Pivetta garantiu a continuidade em Mato Grosso.
Esses resultados representam um aumento de 46 % no número de eleitores sob a jurisdição do Republicanos em relação a 2022, segundo dados oficiais. A sigla ainda disputa o segundo turno no Acre e no Espírito Santo; uma vitória no último estado elevaria seu controle a três dos quatro estados do Sudeste.
- São Paulo – reeleição de Tarcísio de Freitas
- Minas Gerais – vitória de Cleitinho Azevedo
- Mato Grosso – reeleição de Otaviano Pivetta
- Acre – disputa no segundo turno
- Espírito Santo – disputa no segundo turno
Desempenho no Congresso e alianças estratégicas
No Legislativo, o Republicanos manteve praticamente sua bancada na Câmara dos Deputados, passando de 42 para 41 deputados eleitos, enquanto partidos médios como União Brasil, PSDB, PP e PSD perderam cadeiras. No Senado, a legenda contará com cinco senadores, um número que ainda permite forte influência nas negociações.
O partido consolidou uma aliança natural com o PL, que detém 28 cadeiras na Câmara, formando um bloco que controla cerca de um terço da Casa. Entre os nomes de destaque estão Damares Alves, ex‑ministra de Jair Bolsonaro, e o ex‑vice‑presidente Hamilton Mourão, que reforçam a presença do Republicanos nos corredores do poder.
Além disso, o partido tem nomes cotados para compor um futuro governo caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente. Entre os possíveis ministros estão Daniella Marques, ex‑presidente da Caixa, e Pedro Lupion, líder da Frente Parlamentar Agropecuária.
Desafios e perspectivas para o futuro
Um dos principais testes da nova estratégia será a reeleição de Hugo Motta à presidência da Câmara dos Deputados. O Republicanos, liderado por Augusto Coutinho, tem declarado apoio unânime ao candidato, considerando a continuidade do cargo essencial para garantir influência nas decisões legislativas.
No entanto, a disputa interna entre o PL e o Republicanos pelo apoio ao presidente da Câmara pode gerar atritos. O PL, que possui a maior bancada, já apresenta candidatos próprios, como Altineu Côrtes, que buscam ocupar o posto.
Outro ponto crítico é a postura do partido frente ao primeiro turno das eleições presidenciais. Embora tenha mantido neutralidade, o Republicanos já sinalizou apoio a Flávio Bolsonaro após o fechamento das urnas, o que pode definir sua posição no cenário pós‑eleitoral.
O futuro do Republicanos dependerá da capacidade de equilibrar alianças regionais, manter a coesão interna e transformar sua base eleitoral ampliada em poder efetivo nas esferas executiva e legislativa. Se conseguir, a legenda poderá se tornar um dos pilares da direita brasileira até 2027 e além.








