A corrida presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganha novos indicadores nesta semana, com quatro pesquisas nacionais programadas para serem divulgadas entre 13 e 15 de outubro. Os levantamentos prometem atualizar as intenções de voto, a rejeição dos candidatos e a percepção dos eleitores sobre temas como segurança e economia, antes da votação decisiva marcada para 25 de outubro.
Calendário de divulgação e metodologia dos institutos
O primeiro levantamento será apresentado na terça‑feira, 13 de outubro, pelo BTG/Nexus. A coleta de respostas ocorreu por telefone entre sábado, 10, e segunda‑feira, 12, com amostra nacional que busca refletir a diversidade regional.
Na sequência, a Quaest tem previsto o lançamento dos resultados para quarta‑feira, 14. O trabalho de campo começou no sábado, 10, e se encerrou na terça, 13, abrangendo entrevistas presenciais e por telefone em todos os estados.
Datafolha e AtlasIntel completam o cronograma, com divulgação na quinta‑feira, 15. O Datafolha realizará entrevistas entre terça e quinta‑feira, enquanto a AtlasIntel iniciou a coleta em 9 de outubro e encerrará no dia 14.
- 13/10 – BTG/Nexus
- 14/10 – Quaest
- 15/10 – Datafolha
- 15/10 – AtlasIntel
O que será medido em cada pesquisa
Além da tradicional intenção de voto, as três últimas pesquisas incluem perguntas sobre rejeição, possibilidade de mudança de candidato e avaliação do atual governo federal. Cada instituto definiu um conjunto exclusivo de questões para captar nuances do eleitorado.
A Quaest, por exemplo, permite ao entrevistado declarar voto branco, nulo, indecisão ou intenção de abstenção, além de perguntar se a escolha é definitiva ou ainda sujeita a alterações até o dia da votação.
O Datafolha combina perguntas espontâneas – em que os nomes dos candidatos não são apresentados – com perguntas estimuladas, nas quais são listados os dois candidatos do segundo turno.
A AtlasIntel foca em questões de percepção sobre propostas específicas, como mudanças na jornada de trabalho, alterações nas regras do Supremo Tribunal Federal e anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Temas de destaque nas avaliações
Os questionários abordam a avaliação do governo Lula, perguntando se o presidente merece mais quatro anos no cargo. Também são investigados os receios dos eleitores quanto à continuidade do atual governo ou ao retorno da família Bolsonaro ao poder.
Entre as propostas analisadas, destacam‑se a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, a criação de mandato fixo para ministros do STF e a exigência de decisões colegiadas em assuntos relevantes do tribunal.
Outras linhas de questionamento incluem a redução do foro privilegiado, a possibilidade de mandato presidencial sem reeleição e modelos de mandato para governadores.
As pesquisas também buscam entender as motivações dos eleitores: se a escolha recai sobre quem consideram o melhor candidato ou se o principal objetivo é impedir a vitória do adversário.
Impacto esperado nas urnas
Os resultados preliminares apontam para um cenário ainda volátil, com margens estreitas entre os dois candidatos. A possibilidade de mudança de voto, medida em todas as pesquisas, pode influenciar estratégias de campanha nas próximas semanas.
Além disso, a intenção de comparecimento ao segundo turno será analisada, permitindo identificar o grau de engajamento do eleitorado e os motivos de quem ainda não decidiu ou pretende abster‑se.
Especialistas alertam que a combinação de indicadores de intenção, rejeição e motivação pode revelar tendências que ainda não são visíveis nas pesquisas de primeira rodada.
Com a data da eleição se aproximando, os quatro estudos prometem fornecer um panorama mais completo e atualizado, auxiliando partidos, candidatos e analistas a calibrar suas mensagens e ações de campanha.








