A Quaest e o Datafolha anunciaram nesta quarta (14) e quinta (15) de outubro, respectivamente, os resultados de suas primeiras pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da disputa presidencial de 2026. Os levantamentos foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral e seguem metodologias reconhecidas, oferecendo um panorama inicial das preferências dos eleitores brasileiros.
Detalhes da pesquisa realizada pela Quaest
A Quaest, empresa de consultoria e pesquisa de opinião, conduziu um estudo encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo. Foram entrevistadas 2.154 pessoas com idade igual ou superior a 16 anos, entre os dias 10 e 13 de outubro.
A amostra foi selecionada de forma aleatória, garantindo representatividade geográfica e socioeconômica. A margem de erro declarada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O registro oficial da pesquisa no TSE possui o número BR-08729/2026, permitindo que qualquer interessado consulte os detalhes metodológicos no portal do tribunal.
- Entrevistados: 2.154
- Período de coleta: 10 a 13 de outubro
- Margem de erro: ±2 pontos percentuais
- Nível de confiança: 95%
Os resultados preliminares indicam que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) mantém liderança, mas ainda há espaço para variações conforme a campanha se intensifica nas próximas semanas.
Previsões do Datafolha para o segundo turno
O Datafolha, tradicional instituto de pesquisa, divulgou seu levantamento no dia 15 de outubro, contratado pela Folha de S.Paulo. A pesquisa contou com 2.520 entrevistas, realizadas entre 13 e 15 de outubro, também com eleitores a partir de 16 anos.
Assim como a pesquisa da Quaest, o Datafolha adotou margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, assegurando comparabilidade entre os dois estudos.
O registro no TSE para este estudo é BR-00466/2026, o que garante transparência e rastreabilidade dos dados.
- Entrevistados: 2.520
- Período de coleta: 13 a 15 de outubro
- Margem de erro: ±2 pontos percentuais
- Nível de confiança: 95%
Em comparação com a pesquisa anterior, divulgada na semana passada, que mostrava Flávio Bolsonaro com 49% das intenções de voto contra 45% de Lula (PT), o novo levantamento do Datafolha pode confirmar ou alterar essa tendência.
Contexto político e implicações das pesquisas
O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para o dia 25 de outubro de 2026, com os principais candidatos sendo Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ambas as pesquisas apontam para uma disputa acirrada, refletindo a polarização presente no cenário nacional.
Os números divulgados até agora sugerem que o eleitorado ainda está em processo de decisão, com margens de erro que podem mudar o placar final. Campanhas de mobilização, debates e eventos regionais têm potencial para influenciar o comportamento dos eleitores nas próximas semanas.
Além disso, a presença de duas pesquisas independentes, encomendadas por veículos de mídia diferentes, oferece ao público uma visão mais ampla e reduz a possibilidade de viés unilateral.
Especialistas apontam que a diferença de poucos pontos percentuais entre os candidatos pode levar a estratégias de campanha focadas em grupos demográficos específicos, como jovens, mulheres e eleitores de classes médias.
Outro ponto relevante é o papel das redes sociais na difusão de informações e desinformação, que pode impactar diretamente a percepção dos eleitores sobre as intenções de voto divulgadas.
Como interpretar a margem de erro e o nível de confiança
A margem de erro de duas unidades percentuais indica que, em 95% das vezes, o resultado real da população estaria dentro do intervalo calculado em torno da porcentagem apresentada. Por exemplo, se um candidato tem 49% de intenção de voto, o intervalo real pode variar entre 47% e 51%.
O nível de confiança de 95% significa que, se a mesma pesquisa fosse repetida 100 vezes, em 95 delas o resultado ficaria dentro da margem de erro estabelecida.
Esses parâmetros são fundamentais para evitar conclusões precipitadas e para entender que pequenas diferenças entre candidatos podem não ser estatisticamente significativas.
Portanto, ao analisar os números, é imprescindível considerar tanto a margem de erro quanto o contexto político, as tendências de longo prazo e os eventos recentes que podem alterar o cenário eleitoral.
Em resumo, as duas pesquisas lançadas pela Quaest e pelo Datafolha oferecem um panorama inicial, mas ainda há margem para mudanças até o dia da votação. Os eleitores, analistas e candidatos devem acompanhar as próximas rodadas de levantamento para ter uma visão mais clara do caminho que levará ao segundo turno.








